Conheça os três principais museus literários de São Paulo

As casas das Rosas, Guilherme de Almeida e Mário de Andrade podem ser visitadas gratuitamente com horário agendado

Por Bruno Chaise Atualizado em 31 ago 2021, 17h22 - Publicado em 31 ago 2021, 10h00

No dia 17 de agosto, os três Museus Literários de São Paulo voltaram a receber visitantes gratuitamente de terça-feira a domingo, das 10h às 18h. No entanto, é necessário agendar os passeios com antecedência porque o número de visitantes continua limitado. São apenas 15 por hora na Casa das Rosas, seis na Casa Mário de Andrade e cinco na Casa Guilherme de Almeida. Veja, a seguir, como é a experiência em cada museu:

Casa das Rosas

Museu Casa das Rosas
A Casa das Rosas foi projetada pelo célebre escritório Ramos de Azevedo e ficou pronta em 1935. Crédito: PedroBDoprattsen/Wikimedia Commons

A Casa das Rosas se dedica à poesia, literatura, cultura e preservação do acervo bibliográfico de Haroldo de Campos, um dos criadores do movimento da “poesia concreta”, na década de 1950. O museu está instalado em um imponente casarão de 1935 da Avenida Paulista, número 37, que foi projetado pelo escritório Ramos de Azevedo (mesmo da Pinacoteca, Teatro Municipal e Mercadão). Para visitá-lo, é necessário reservar horário no site: cada tour dura cerca de 45 minutos, já que os 15 minutos finais de cada hora são usados para higienizar os ambientes antes da entrada do próximo grupo.

Antes da pandemia, o espaço sediava uma intensa programação de atividades gratuitas, como oficinas de criação, palestras, ciclos de debates, exposições, apresentações literária, saraus, lançamentos de livros e concertos. Enquanto os eventos presenciais não são retomados, o “Simpósio Haroldo de Campos 202: A Tradução do Micro ao Macro” reunirá os principais estudiosos e tradutores das obras do poeta em uma videoconferência pelo Zoom, a partir do dia 21 de setembro. É preciso fazer inscrição pelo site.

Casa Guilherme de Almeida

Casa Guilherme de Almeida
A Casa Guilherme de Almeida foi a primeira instituição não-acadêmica a manter um Centro de Estudos de Tradução Literária no Brasil. Crédito: André Hoff/Divulgação

O sobrado amarelo no número 187 da Rua Macapá, no bairro de Perdizes, foi onde um dos mentores do movimento modernista brasileiro, Guilherme de Almeida, viveu de 1946 até a sua morte em 1969. Dez anos depois, o local passou a funcionar como um museu que reúne os móveis, obras de arte e objetos pessoais do poeta, tradutor e jornalista, incluindo mais de 15 mil livros, gravuras, esculturas e pinturas. Hoje, a Casa Guilherme de Almeida é uma referência nacional por ter sido a primeira instituição não-acadêmica a manter um centro de estudos de traduções literárias e por ter preservado a memória de um importante período da história de São Paulo.

Ali dentro, o visitante encontra uma série de atividades gratuitas relacionadas a literatura traduzida, jornalismo, teatro e cinema, além de exposições temporárias. A que está em cartaz atualmente traz livros raros de outros autores modernistas, como “Pauliceia Desvairada”, de Mário de Andrade, e Pau Brasil, de Oswald de Andrade. Cada tour dura cerca de 1h30. O agendamento deve ser feito pelo e-mail educativo@casaguilhermedealmeida.org.br ou pelo telefone (11) 3672-1391

Casa Mário de Andrade

Museu Casa Mário de Andrade
Casa Mario de Andrade está aberta de terça a domingo, das 10h às 18h, mediante agendamento prévio e limite de seis pessoas por hora. Crédito: Governo do Estado de São Paulo/Divulgação

A residência onde Mario de Andrade viveu na Barra Funda entre as décadas de 1920 e 1940 foi dividida em quatro espaços que exploram, respectivamente, o seu perfil multifacetado, a sua ligação com a música, com a literatura e com as artes plásticas. Porém, há também ambientes dedicados a exposições temporárias como a “Fantoches da Meia-Noite“, sobre as gravuras em que o pintor Di Cavalcanti retratou crônicas da vida noturna carioca.

A visita pelo museu dedicado a um dos expoentes do modernismo brasileiro dura aproximadamente 45 minutos. Assim como na Casa das Rosas, os 15 minutos finais são usados para higienizar os ambientes antes da chegada do grupo seguinte. Reserve a visita pelo site e chegue com dez minutos de antecedência na Rua Lopes Chaves, 546.

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