Vou Estudar Fora Por Blog Raquel Marçal ama viajar e aprender línguas e acha melhor ainda quando pode combinar os dois. Acredita que intercâmbio não tem idade e pretende continuar fazendo até os 80 anos

8 passos importantes para planejar seu intercâmbio

Por Julia Latorre Atualizado em 27 fev 2017, 15h36 - Publicado em 1 jul 2014, 20h26

Essa semana, após escrever sobre “intercâmbio para adultos”, recebi diversos e-mails com muitas dúvidas. É normal, quando a gente resolve que quer estudar fora, não sabemos muito bem por onde começar.

Aqui vão algumas dicas e sugestões para o pontapé inicial para aqueles que estão com vontade de estudar no exterior:

O quê você quer estudar? E por quanto tempo?

Os programas de estudos mais populares são os de aprendizado da língua. Mas há outras possibilidades também. Desde as tradicionais aulas de inglês (espanhol, francês, alemão…), high school (para os mais novos), graduação, mestrado, cursos de artes, culinária, cultura… e uma variedade de cursos que não caberiam nessa lista!

No caso de curso de línguas, uma boa forma de escolher o quê vai estudar é fazer uma listinha das prioridades. Já sabe inglês? Que tal estudar uma terceira língua? Qual é a terceira língua mais importante no mundo? O inglês está basicão? Por quê não aprimorar?…

Mas nada te impede de ir estudar dinamarquês, ou aquela língua que você sempre teve curiosidade!

Ademais, tão importante quanto saber o que quer estudar, é saber quanto tempo você pode ficar. Reflita, não tem certeza se aguenta um ano longe? Os intercâmbios semestrais são uma boa opção, e permitem que a temporada seja alongada. Outra opção são os cursos de 1 mês, valem a viagem. Vai de acordo com as necessidades e condições do freguês  estudante.

Frio ou calor?

Quente ou frio?

 

Parece uma pergunta besta, mas é comum entrar em depressão ou não se adaptar com um clima muito diferente. Afinal, não estamos falando de uma temporada turística de 15 dias na neve, e sim uma viagem que pode durar mais de um ano.

Considere esses fatores na hora de escolher o destino ou região.

Cidade grande, média ou pequena?

Essas preferências são elementos igualmente importantes. Tem gente que surta quando vai morar na zona rural de Iowa (EUA), outros já querem fugir do cosmopolitismo de Nova York.

Por outro lado, muita gente acaba se surpreendendo, justamente por sair de sua zona de conforto. Se você mora em São Paulo, por exemplo, pode ter uma experiência bem enriquecedora ao morar em uma cidade menor.

Leia, pesquise e converse!

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Pronto, já tem o destino em mente? Hora de destrinchar guias, sites, filmes, e até literatura, tudo que envolva o destino em questão é válido. Isso dá uma segurança em relação à cidade escolhida.

Se tiver a oportunidade de conversar com alguém que já esteve onde você quer estar: maravilha, siga em frente!

Casa de família, hostel ou residência estudantil?

Essas são as acomodações preferidas entre os intercambistas ao redor do mundo, mas não as únicas. A acomodação ideal é uma decisão muito particular e pessoal. É mais um caso em que o melhor a se fazer, é conversar com quem já foi.

Custos e gastos

Um mal necessário. Comece cotando as passagens e estipulando o valor que você está disposto a gastar em uma viagem dessas.

Fazer um curso entrando em contato direto com a escola e resolver os pepinos “pré-viagem” (visto, trocar dinheiro, passagem) por conta própria sai mais barato do que um intercâmbio por agência. Entretanto, a viagem por conta própria está sujeita a contratempos que uma agência poderia resolver por você (incluindo visto, passagem e outras burocracias).

Uma vez fiz um curso de espanhol na Argentina por conta própria, a companhia área responsável pela minha passagem de volta simplesmente faliu enquanto eu estava lá. Ou seja, não tinha como voltar para o Brasil. Tive que comprar uma nova passagem de outra companhia.

Nesse caso, se eu tivesse comprado a passagem por uma agência de intercâmbio, poderia ter sido poupada dessa dor de cabeça devido a um seguro viagem.

Passaporte e visto

Básico! É indispensável estar com a documentação em dia e o visto adequado para o seu curso. Também é importante ter documentos oficiais da escola e das acomodações para comprovar suas “intenções” ao entrar em um novo país.

Hello, Hola, Bonjour…

Você pode até estar indo estudar uma língua do zero, sem problemas. Mas é sempre bom saber um “basiquinho” pra conseguir se virar no aeroporto e em outras situações durante o trajeto.

Algumas expressões simples do inglês (língua universal, né) ou um minidicionário de bolso salvam nessas horas!

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