Viagem no Tempo Por Blog Giovanna Fontenelle é estudante de jornalismo e história e, às vezes, não sabe se vive no presente, no passado ou nos planos de viagens futuras. Leva uma bagagem de conhecimentos inúteis para onde quer que vá

3 cidades italianas que são consideradas Patrimônios Mundiais pela UNESCO

Por Giovanna Fontenelle Atualizado em 27 fev 2017, 15h09 - Publicado em 2 mar 2016, 23h01

Essas cidades italianas são verdadeiros tesouros a céu aberto. Caminhar por suas ruas é como passear pelos corredores de um museu: a cada esquina ricas atrações históricas descortinam e monumentos pairam.

Não é à toa que elas foram escolhidas entre centenas de preciosas cidades da Itália para compor a lista de Patrimônios Mundiais pela UNESCO. E a competição não é fácil. Cidades como Roma, Veneza e Florença também participam da classificação, porém separamos algumas mais diferentes e não tão conhecidas para a nossa listinha. Mas claro, sem deixarem de ser nem um pouco menos valiosas.

 

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San Gimignano

Algumas das restantes famosas torres medievais de San Gimignano (foto: iStock)

Algumas das restantes famosas torres medievais de San Gimignano (foto: iStock)

A região da Toscana é uma flor e San Giminiano é somente uma de suas muitas pétalas. Mas uma pétala antiga e importante. Durante a Idade Média, a cidade foi um importante* ponto de parada para peregrinos que viajavam pela “Via Francigena” em direção à Roma ou à Florença.

Mesmo depois de épocas de prosperidade e de decadência em seus mais de 800 anos de existência, o seu centrinho continuou com uma atmosfera predominantemente feudal. Permanecendo até hoje, esse ambiente faz brilhar os olhos dos viajantes que amam história ou que adoram espaços medievais, à la Game of Thrones.

Os seus principais pontos turísticos – e que serviram como base para a cidade crescer em volta – são a Piazza della Cisterna e a Pizza Duomo. Ambas datam do século 13 e são circundadas por tantos outros monumentos, como prédios, fontes, casas, estátuas e palácios bem preservados que datam também dos séculos 14 e 15.  Há ainda as famosas torres, as quais foram construídas pelas famílias que comandavam a cidade durante a época medieval e que das 72 originais, somente 14 restam.

É exatamente o excelente estado de conservação de San Giminiano que a fez ganhar o título de Patrimônio Mundial. Mas, também, a riqueza de lugares como a sua Catedral, a Colegiada de San Gimignano, a qual guarda vários objetos de arte e religiosos, com os importantes afrescos de Taddeo di Bartolo que representa o juízo final, no Antigo Testamento.

 

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Nápoles

Vista do porto de Nápoles, lugar de trocas comerciais e culturais ao longo dos séculos (foto: iStock)

Vista do porto de Nápoles, lugar de trocas comerciais e culturais ao longo dos séculos (foto: iStock)

A cultura romana foi altamente influenciada pela Grécia. O que muitos não sabem, porém, é que algumas cidades italianas tem um passado intrinsecamente helênico. Nápoles, em seus tempos primordiais, se chamava Neapolis e foi fundada em 470 a.C. por colonizadores gregos.

Apresentando diversos monumentos da Antiguidade, a Nápoles também foi umas das responsáveis por espalhar a cultura grega para a Itália – o que, com o tempo, influenciaria o Império Romano. Mas grande parte de sua beleza vem da influência que sofreu de diversas outras culturas, por ser uma cidade portuária no Mar Mediterrâneo, tendo, assim, contato com comerciantes de vários outros lugares da Europa e do Oriente Médio. A arquitetura e a arte são os maiores exemplos disso.

Além do fato de ser uma das cidades mais velhas do antigo continente, sua qualidade de grande difusora de costumes e tradições orientais para a Europa também foi um ponto decisório para a UNESCO a escolhê-la como Patrimônio Mundial. Ou seja, era um importante ponto de troca cultural durante toda a Antiguidade, a Idade Média, Moderna, até os dias de hoje.

 

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Verona

As ruínas da Arena de Verona, de arquitetura romana (foto: iStock)

As ruínas da Arena de Verona, de arquitetura romana (foto: iStock)

Ao caminhar por Verona, além de pensar sobre os infortúnios de Romeu e Julieta, é importante refletir sobre a multiplicidade de eras que a cidade já presenciou. Ela cresceu ininterruptamente pelos últimos 2.000 anos, sofrendo influências de várias culturas e períodos e sendo frequentada por inúmeros povos e pessoas. Ao virar uma rua é possível pensar sobre o que aconteceu ali, naquele mesmo lugar, durante qualquer período da história, Idade Média, Moderna, Contemporânea e, até na Antiguidade, com os romanos – a Arena de Verona, um anfiteatro e o mais importante ponto turístico da cidadã, conta com uma arquitetura tipicamente romanesca.

Mas, apesar de ter nascido durante o século 1 a.C., foi só entre 1200 e 1500 que esta città teve sua verdadeira aurora. Grande parte de suas mais importantes antiguidades remontam principalmente do final da Idade Média e do Renascimento, como as casas e torres que, através de suas arquiteturas, deixavam claro a opinião de seus moradores durante a disputa entre o imperador e o papa, no século 13. Os que ficavam do lado da realeza projetavam suas construções com coroas no alto.

Outro argumento usado para selecioná-la como digna da lista dos Patrimônios Mundiais foi o fato de ser uma fortaleza militar, permanecendo fortificada durante os séculos. O Castel Vecchio, que hoje é um museu, é um exemplo de monumento bélico da cidade.

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