Vista Alegre: o maravilhoso mundo da fina porcelana portuguesa

Visitamos o ótimo museu da marca - e mergulhamos no complexo da fábrica que inclui uma linda capela, um teatro e até um novíssimo hotel de luxo

A entrada do museu, no edifício da antiga fábrica: viagem no tempo A entrada do museu, no edifício da antiga fábrica: viagem no tempo

A entrada do museu, no edifício da antiga fábrica: viagem no tempo (Bruno Barata/Reprodução)

Corria o ano de 1824 quando o empresário português José Ferreira Pinto Basto decidiu se enveredar em novos negócios numa área em que não tinha a menor experiência: a da fina porcelana. Tudo o que sabia era quem eram as maiores referências mundiais e que queria obstinadamente uma coisa: sucesso.

O forno de meados do século 20: processo manual O forno de meados do século 20: processo manual

O forno de meados do século 20: processo manual (Bruno Barata/Reprodução)

Os primeiros anos foram de tentativas, muitos erros e poucos acertos. Mas de repente a sorte começou a mudar. Vieram artistas do estrangeiro, as técnicas foram sendo aprimoradas e nascia assim uma das maiores joias portuguesas de todos os tempos: a porcelana Vista Alegre.

Antigos funcionários retratados pelo artista Victor Rousseau no século 19 Antigos funcionários retratados pelo artista Victor Rousseau no século 19

Antigos funcionários retratados pelo artista Victor Rousseau no século 19 (Bruno Barata/Reprodução)

Desde sempre o complexo da fábrica ocupou o mesmo espaço à beira-rio de Ílhavo, cidadezinha a poucos minutos de Aveiro (leia mais sobre a “Veneza portuguesa” neste post aqui). Ali, desde o início, formou-se o bairro operário, com tudo o que tinha direito: casas para os funcionários, uma capela, um teatro, o palacete dos proprietários.

O palacete dos proprietários: hoje parte do hotel de luxo O palacete dos proprietários: hoje parte do hotel de luxo

O palacete dos proprietários: hoje parte do hotel de luxo (Bruno Barata/Reprodução)

Continua tudo lá – e hoje esta história é narrada no incrível Museu Vista Alegre, completamente reformado e reinaugurado no final do ano passado (junto com um ótimo hotel da marca que será tema do meu próximo post).

Serviço com brasões no acervo do museu: aula de história Serviço com brasões no acervo do museu: aula de história

Serviço com brasões no acervo do museu: aula de história (Bruno Barata/Reprodução)

O acervo de peças inclui de experimentos em vidros e técnicas frustradas de vitrificação até coleções assinadas por grandes nomes das artes e da arquitetura…

A evolução das pinturas em xícaras A evolução das pinturas em xícaras: décadas e décadas de arte

A evolução das pinturas em xícaras: décadas e décadas de arte (Bruno Barata/Reprodução)

…de objetos de coleção (ainda hoje a marca tem um clube de colecionadores que tem acesso a peças numeradas e restritas) a serviços oferecidos a reis e rainhas.

Peças de decoração: artigos raros de coleção Peças de decoração: artigos raros de coleção

Peças de decoração: artigos raros de coleção (Bruno Barata/Reprodução)

Percorrer as 14 salas dedicadas às peças é como viajar no tempo pelas tendências artísticas de cada época. Eu particularmente adoro os exemplares art nouveau.

Objetos dos funcionários: dia a dia da antiga produção Objetos dos funcionários: dia a dia da antiga produção

Objetos dos funcionários: dia a dia da antiga produção (Bruno Barata/Reprodução)

Também se vê um pouco do dia a dia dos antigos operários e se conhece um pouco do ofício – logo na entrada, por exemplo, fica um incrível forno de meados do século 20 – impressionante ver como era alimentado com carvão e como ficava vitrificado por dentro com o uso.

O ateliê de pintura manual na fábrica: museu ao vivo O ateliê de pintura manual na fábrica: museu ao vivo

O ateliê de pintura manual na fábrica: museu ao vivo (Bruno Barata/Reprodução)

Mas o highlight é ver como trabalham os minuciosos artistas que, ainda hoje, pintam as peças mais finas à mão. Uma a uma. Durante a semana, quando a fábrica está aberta, é possível conhecer de perto o trabalho ultra delicado deles. Imperdível.

Detalhe das tintas e pincéis dos artistas: peças pintadas a mão ainda nos dias de hoje Detalhe das tintas e pincéis dos artistas: peças pintadas à mão ainda nos dias de hoje

Detalhe das tintas e pincéis dos artistas: peças pintadas à mão ainda nos dias de hoje (Bruno Barata/Reprodução)

Já do lado de fora do museu, sob a sombra de frondosas árvores, estão as outras pérolas locais: a Capela de Nossa Senhora da Penha de França, mandada construir pelo bispo D. Manuel de Moura Manuel em finais do século 17, recheada com incríveis painéis de azulejos, afrescos, pinturas e um túmulo que é considerado verdadeira obra de arte…

O interior da capela do século 17: lindos painéis de azulejos O interior da capela do século 17: lindos painéis de azulejos

O interior da capela do século 17: lindos painéis de azulejos (Bruno Barata/Reprodução)

… o teatro que até hoje recebe espetáculos…

A sala de teatro que ainda hoje recebe espetáculos: uma pérola A sala de teatro que ainda hoje recebe espetáculos: uma pérola

A sala de teatro que ainda hoje recebe espetáculos: uma pérola (Bruno Barata/Reprodução)

… e lojas: um enorme showroom e uma loja de fábrica com peças em promoção (oba!).

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