Aveiro é uma Veneza portuguesa, com certeza

Um passeio por Aveiro, a cidadezinha portuguesa cortada por canais que é uma joia

Passeio pelos canais de Aveiro em um tradicional barco moliceiro: a Veneza Portuguesa

Passeio pelos canais de Aveiro em um tradicional barco moliceiro: a Veneza Portuguesa (Bruno Barata/Reprodução)

Bruges, na Bélgica; Venice Beach, nos Estados Unidos; Amsterdã, na Holanda; Annecy, na França; e até Recife, no Brasil. O fascínio pelos canais de Veneza (a italiana, a verdadeira) fez pipocar um sem fim de “Venezas” mundo afora.

Basta ter no cenário um centrinho fofo e de ares românticos, de preferência com pontes idem, percorrido por barquinhos e pronto. É a Veneza do Norte, a Veneza dos Alpes, a Veneza Tropical…

Portugal também tem a sua Veneza. Com pouco menos de 80 mil habitantes, Aveiro é uma graça com seus predinhos coloridos e bonitos exemplares de construções art nouveau do início do século 20.

O cenário natural se formou no século 16, quando o mar recuou e o Rio Vouga passou a se ramificar em milhares de canais antes de chegar à cidade, desenhando ilhotas a caminho do mar (que fica ali ao lado).

A este pano de fundo juntaram-se os tradicionais barcos moliceiros e a “Veneza Portuguesa” estava completa. Essas antigas embarcações foram criadas para recolher das águas o moliço, planta usada como fertilizante agrícola. Hoje, percorrem suavemente os canais mostrando os encantos da cidade aos forasteiros (um dos melhores passeios é conduzido pela Aveitour).

Distante pouco mais de meia hora de trem do Porto (ou 75km) e duas horas de Lisboa (255km), Aveiro foi, durante séculos, sinônimo de bacalhau. Era de lá que saíam e chegavam os barcos que se aventuravam águas frias adentro em busca do peixe que é o símbolo do país. Também ficavam lá os armazéns de salga.

O melhor legado destes tempos está à mesa: o restaurante Salpoente prepara o “fiel amigo” à perfeição – vou falar sobre ele e as saborosas criações do chef Duarte Eira no próximo post.

Aveiro também é sinônimo de uma das maiores delícias da doçaria conventual portuguesa. Foram criados em seus conventos os famosos ovos moles, um creme aveludado de gemas e açúcar. Vai ser ele, sempre ele, o grand finale de qualquer empreitada pela cidade.

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