Morar em Lisboa: preço de aluguel, transporte, comida, telefonia, passeios

O baixo custo de vida sempre associado a Portugal já não é tão baixo assim. Confira a nossa lista de preços atualizadíssima!

O lindo centro de Lisboa, de fachadas coloridas em tons pastel: o preço mudou, o charme não O lindo centro de Lisboa, de fachadas coloridas em tons pastel: o preço mudou, o charme não

O lindo centro de Lisboa, de fachadas coloridas em tons pastel: o preço mudou, o charme não (Bruno Barata/Reprodução)

Eu vivi por três anos em Lisboa, entre 2005 e 2008. E agora estou de volta há quase um ano e meio. O que mudou neste intervalo? Muuuuita coisa. Mas principalmente o preço das coisas.

Portugal, de maneira geral, caiu nas graças do turismo do mundo todo. E soube surfar muito bem a onda. Da noite para o dia, Lisboa enche-se de novidades – são restaurantes, bares, hotéis-boutique, lojinhas cheias de charme. O ritmo não para. Ainda naquela primeira encarnação minha por aqui eu costumava dizer que o que era moderno em Lisboa era páreo duro para Berlim ou Nova York. Ninguém entendia, acreditava ou enxergava muito bem. Bom, agora está tudo isso ai escancarado – sem que o poético sobe e desce de ladeiras tenha perdido um pingo da graça.

Melhor dos mundos? Sem dúvida. O lado não tão bom assim é que o preço das coisas aumentou. E muito. Junto com o turismo, Lisboa ganhou também uma leva de imigrantes endinheirados vindos dos quatro cantos (Brasil, China, França…). Gente que não compra só apartamento – compra prédios, sabe assim? O resultado já começa a ser notado: portugueses saindo do centro, cedendo à pressão imobiliária. Airbnbs a rodo. Uma proliferação de hotéis que cobram € 200, € 300, € 400 euros a diária – algo impensável um tempinho atrás. Restaurantes onde a conta bate facilmente nos três dígitos por pessoa.

Mas nem tudo são cifrões, claro. E a vida por aqui continua valendo muito a pena, especialmente quando se coloca na balança a qualidade de vida, a segurança, o clima, a saúde pública, as escolas públicas, o transporte público, os serviços em geral (nada como ver que o imposto que você paga tem um fim realmente útil para todos, certo?). Eu não vou nem entrar no campo dos salários para não desanimar ninguém – sim, a famosa expressão “mileuristas” não nasceu por acaso-, mas aqui vai uma longa lista de preços na capital para quem quer ter uma ideia de quanto custa viver, passear e se divertir por aqui:

CASA
Aluguel no centro, um quarto: pelo menos € 600
Aluguel no centro, dois quartos: a partir de € 800 | € 1.000

COMUNICAÇÃO
Pacote de TV, internet e telefone fixo: cerca de € 35
Chip pré-pago: desde € 12, crédito válido para um mês
Gasto médio com celular: entre € 20 e € 30

TRANSPORTE
Bilhete de metrô: € 1,45
Bilhete de ônibus: € 1,85
Bilhete de elétricos: € 2,90
Bilhete de elevadores: € 3,70 (subida e descida; no Elevador de Santa Justa o preço salta para € 5,15)
Passe mensal de transporte urbano, dentro dos limites da cidade: € 36,70
Percurso de Uber em deslocamentos pelo centro: menos de € 5
Bilhete de trem de Lisboa (Cais do Sodré) a Cascais: € 2,25

RESTAURANTES:
Simples, de dia a dia, ou almoço executivo: € 15 por pessoa
Ok, sem nada de muito especial: € 20 por pessoa
Legal, já com cara de programinha divertido: € 30 por pessoa
Cara gourmet: € 70, € 80 por pessoa
Estrelado: menus degustação a partir de € 80 | € 100 por pessoa

CAFÉS
Brunches incríveis: cerca de € 15 por pessoa
Café no dia a dia: a partir de € 0,70
Pastel de nata: € 1

SUPERMERCADO
Garrafa de vinho bom: menos de € 5  
Queijo Azeitão: pouco menos de € 6
Queijo Serra da Estrela: € 22 o quilo
Compra semanal para duas a três pessoas: € 150

DIVERSÃO
Bilhete de cinema: € 7*
Bilhete do Oceanário: € 16,20*
Entrada do Mosteiro dos Jerónimos: € 10*
Entrada Torre de Belém: € 6*
Entrada Museu dos Coches:€ 8*
Passeio de tuk tuk, por hora: cerca de € 45 (até três pessoas)
* preço para adultos

Importante: é claro que toda generalização seria um erro. Há sempre exceções. A ideia é dar apenas um panorama geral, baseado única e exclusivamente na experiência de uma pessoa que vive, se locomove, viaja e frequenta de tascas a restaurantes bacanas – ou seja, “real life, real people”, sem máscaras e estatísticas.

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  1. marcia amaral

    É difícil um brasileiro conseguir uma boa colocação no mercado de trabalho?

    Curtir