Alto Alentejo: quatro vilas incríveis para passear

Casinhas brancas, ruelas estreitas, castelos... E, de quebra, ótima comida. Tudo a uma curta distância, no sopé da Serra de São Mamede

A entrada da Pousada Mosteiro do Crato: sete séculos de história e uma vilinha parada no tempo A entrada da Pousada Mosteiro do Crato: sete séculos de história e uma vilinha parada no tempo

A entrada da Pousada Mosteiro do Crato: sete séculos de história e uma vilinha parada no tempo (Bruno Barata/Reprodução)

No post anterior eu falei sobre um fim de semana incrível no Alto Alentejo, quando eu descobri a Herdade da Rocha e, preciso dizer, saí muito menos do hotel do que eu gostaria, de tanto que estava gostoso. Mas também preciso dizer que escolhi a região pelas atrações dos arredores – então foi tudo um pouco contraditório.

De toda forma, é inegável: a região, nos pés da bonita Serra de São Mamede, não muito longe da fronteira da Espanha, é linda e bucólica. Mares sem fim de oliveiras cedem espaço para vinhedos, que cedem espaço para vilas paradas no tempo e de repente… uau, um castelo.

Estando hospedados ali nos arredores de Crato, há pelo menos quatro vilas encantadoras que merecem ser visitadas. E como a gastronomia da região é incrível, aproveito e já falo sobre como arrematar o passeio. Para acompanhar, sempre, um bom tinto da região. Tim-tim!

Portalegre

Capital do Alto Alentejo, Portalegre tem cerca de 25 mil habitantes e uma história intimamente ligada ao âmbito religioso, uma vez que ganhou a sua própria diocese no século 16 e viu nascer belos monumentos. O principal deles é a Catedral da Sé, a grande estrela da Praça do Município, que começou a ser construída em 1556 (e depois, no século 18, ganhou adendos barrocos, caso das duas torres). Vale ainda conhecer o Convento de Santa Clara, que hoje abriga a biblioteca municipal, e o Mosteiro de São Bernardo, do século 16, dono de bonitos painéis de azulejos.
Imperdível: comer os pratos à base de porco preto de bolota (o famoso pata negra) no restaurante Sal, Alho e Etc (Avenida Pio XII, cave 7; mas isso é assunto para um próximo post!).

Marvão

Hoje casa de menos de 100 habitantes, esta vila estrategicamente plantada em um dos pontos mais elevados do Alentejo (e a meros 13 quilômetros de distância da fronteira com a Espanha) desempenhou um importante papel na defesa do território português desde a conquista do país aos mouros, no século 13. Dessa época e dos séculos que vieram a seguir muita coisa sobreviveu para contar a história – a linda muralha que emoldura toda a vila de casas branquinhas, o Largo do Pelourinho, a singela Igreja do Espírito Santo. Parece cenário de filme!
Imperdível: provar as receitas típicas do restaurante Varandas do Alentejo (Praça do Pelourinho, 1A) – pode ser, por exemplo, o ensopado de cordeiro.

Castelo de Vide

A boa e velha fórmula alentejana aqui se repete com louvor: uma vila no alto do morro, um punhado de casinhas brancas, ruelas estreitas e floridas, um castelo para coroar tudo. Junte, neste caso, lindas vistas que se descortinam do sobe e desce do Parque Natural da Serra de São Mamede e pronto, está feita a festa. Dentro das muralhas do castelo ainda há uma vilazinha e a Igreja de Nossa Senhora da Alegria, do século 17.
Imperdível: as receitas alentejanas do restaurante A Confraria (Rua de Santa maria de Baixo, 10), principalmente aquelas à base de carne de porco. Prove também a sopa alentejana, um caldo de coentros com ovo escalfado.

Flor da Rosa

Um aglomerado de casinhas, uma praça principal com direito a igrejinha e coreto e… um mosteiro imponente, com ares de castelo e fortaleza, com mais de sete séculos de história! Hoje transformado em pousada, o Mosteiro de Santa Maria de Flor da Rosa foi mandado construir pelo primeiro prior do Crato, D. Alvaro Gonçalves Pereira, no ano de 1.356. Quem não estiver hospedado na pousada pode conhecer os seus domínios – há um bar e um restaurante.
Imperdível: tomar uma taça de vinho no pátio da Pousada Mosteiro do Crato, com belas vistas da igreja-fortaleza.

Reserve a sua hospedagem nos arredores de Crato aqui.

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