Achados Adriana Setti escolheu uma ilha no Mediterrâneo como porto seguro, simplificou sua vida para ficar mais “portátil” e está sempre pronta para passar vários meses viajando. Aqui, ela relata suas descobertas e roubadas

Roubaram minha bolsa em Barcelona – de novo

Por Adriana Setti Atualizado em 27 fev 2017, 15h53 - Publicado em 4 fev 2011, 08h45

“Batedores de carteira amam turistas”: grafite no centro da cidade

Depois de dois meses no Brasil, que incluíram passagem pelo “temido” Rio de Janeiro pós guerra do Alemão e uma longa temporada na “perigosíssima” São Paulo, voltei a Barcelona. Como teria apenas três dias na cidade antes de embarcar, amanhã, para uma expedição de um mês e meio pela América Central, dei uma passada no melhor restaurante de frutos do mar na cidade (o La Paradeta) para matar as saudades das minhas amadas almejas.

Como fomos cedíssimo, o restaurante estava vazio. Além de meu namorado e eu, havia no máximo mais dois casais. Pegamos uma mesa bem central, sem ninguém ao redor, e na hora de sentar-me coloquei a bolsa pendurada no encosto da cadeira. Eu nunca faço isso em Barcelona. Sempre atenta aos ladrões da mão leve, uma praga por aqui, costumo deixar a bolsa no colo. Mas, ontem, pensei (juro, eu pensei): “com esse lugar totalmente vazio, é praticamente impossível dar algo errado”.

Mais ou menos meia hora depois, veio a prova de que estava erradíssima. Apenas um casal havia passado por trás de mim durante todo o tempo em que estive ali. E esse maldito casal, bem apessoado e insuspeito, roubou a minha bolsa – como pudemos constatar pelo vídeo gravado pela câmera de segurança, que a gerente nos mostrou logo em seguida.

Além de manter a bolsa sempre no colo, nunca, NUNCA, saio com a minha carteira completa, com todos os cartões, documentos e etc. Mas, como tinha acabado de chegar do Brasil e não tinha tido tempo de guardar os excessos… estava tudo ali: todos os meus cartões de crédito e débito (eles são todos brasileiros), minha carteira de motorista espanhola, uma boa graninha, fotos queridas, etc etc etc. Foi a terceira vez que roubaram a minha bolsa em Barcelona. Isso sem contar outros furtos menores de uma câmera na praia, uma jaqueta de couro na balada e coisa e tal, que somam sete vezes vitima da mão leve.

O letreiro em néon que carrego sobre a minha cabeça dizendo “sou gringa, me roubem” é um dos grandes responsáveis pela avidez com que os batedores de carteira olham para mim. Mas, sem exagero algum, diria que metade dos amigos que vieram me visitar nos últimos tempos viveram experiências parecidas. Meu pai, que não é bobo nem nada, foi roubado duas vezes na mesma semana no ano passado!

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E como desgraça pouca é bobagem… como disse no começo desse melancólico relato, amanhã embarco para a Costa Rica – sem cartões, sem carteira de motorista (sendo que a ideia é cruzar o país num 4X4) e, principalmente, sem vontade de voltar para casa tão cedo.

Se tudo der certo, meus cartões de crédito de emergência (que não permitem sacar dinheiro em caixas eletrônicos, para somar mais um mico à coleção) devem chegar a San José, a capital da Costa Rica, na segunda-feira. E o volante vai ficar exclusivamente para o meu namorado, para sua “alegria”.

Bola pra frente (não fosse o pepino-jumbo de estar indo viajar sem lenço e sem doccumento, eu juro que não ficaria tão P), pero…

… como diria a personagem de Senton Mello em Árido Movie… baixoastralizou a parada. Estou temporariamente de mal com Barcelona.

Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço: clique aqui para saber como evitar os batedores de carteira espanhóis.

Clique aqui para ler o dossiê de dicas de Barcelona

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