Achados Adriana Setti escolheu uma ilha no Mediterrâneo como porto seguro, simplificou sua vida para ficar mais “portátil” e está sempre pronta para passar vários meses viajando. Aqui, ela relata suas descobertas e roubadas

L’Ostelliere: um hotel charmoso com preço razoável dentro da vinícola Villa Sparina, no Piemonte

Por Adriana Setti Atualizado em 27 fev 2017, 15h12 - Publicado em 11 nov 2015, 15h13

 

Oferecer serviço eficiente, conforto e boa cozinha é o mínimo que um hotel de alto nível deve fazer por você. O difícil é ter aquele quê inexplicável que chamamos de aconchego, uma palavrinha mágica feita de várias pecinhas subjetivas dificílimas de encaixar. Elegantíssimo, discreto e acolhedor, o L’Ostelliere (diárias desde € 127 — justíssimo para o que oferece), dentro do Villa Sparina Resort, preenche esse requisito com louvor.

 

São apenas 33 quartos, decorados individualmente, com peças de design garimpadas por toda a Europa. Alguns são mais românticos. Outros apostam numa pegada mais moderninha. Em comum, eles têm o predomínio das cores neutras com toques bem coloridos, muito espaço, tecidos aveludados e janelas que se abrem para os vinhedos da região dos arredores de Gavi, o pedacinho do Piemonte famoso por seus belíssimos brancos e espumantes.

A entrada do Villa Sparina Resort

A entrada do Villa Sparina Resort

A fachada do hotel no começo do outono

A fachada do hotel no começo do outono

Essa coisa que se chama aconchego

Essa coisa que se chama aconchego

Mimos no quarto

Mimos no banheiro

Minha janela vista de baixo

Minha janela vista de baixo

Um cantinho chamando para um relax...

Um cantinho chamando para um relax…

E outro...

E outro…

Montserrat - 9

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Aperitivo numa tarde de outono

Aperitivo numa tarde de outono

O edifício da esquerda é o La Gallina

O edifício da esquerda é o La Gallina

Montserrat - 5

O hotel é a área social da vinícola Villa Sparina, da família Moccagatta – que está em vias de converter o casarão familiar num anexo com suítes espetaculares. A cantina, onde os deliciosos brancos e espumantes da casa são produzidos, fica no subsolo do hotel. Estive lá na época da vindima e dava para sentir os aromas da primeira fermentação subindo pelas paredes da casa. As uvas chegavam frescas dos vinhedos e podíamos ver como eram despejadas a caminho da prensa.

 

Um gramado com vistas magníficas pontilhado de cadeiras e lounges é um dos lugares mais acolhedores do hotel — o pôr do sol ali é um acontecimento. E quem quiser pode passar horas caminhando entre os vinhedos e depois relaxar na piscina (também cercada pelas plantas carregadas com cachos de Cortese, a uva branca mais emblemática do Piemonte).

 

O restaurante anexo é um espetáculo à parte. Pilotado pelo jovem chef Massimo Mentasti, o La Gallina acaba de ser premiado com uma estrela no guia Michelin. Decorado com simpáticas galinhas (em alusão ao nome), paredes de tijolos à vista e janelões com vista para os vinhedos, o lugar tão despretensioso e acolhedor como o hotel. O menu, contemporâneo mas sem grandes pirações, varia constantemente e é 100% composto de produtos regionais.

 

** A responsável por garimpar esse achado, escondidinho numa parte off the beaten track do Piemonte, foi a Patricia Kozmann, uma expert na região, que desenha roteiros com foco no vinho e na gastronomia.

 

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