Coronavírus: Espanha novamente em estado de emergência

Toque de recolher e reuniões de um máximo de seis pessoas viram regra em todo o país. Mas a situação não é tão ruim como na fase mais aguda da epidemia.

Olha nós aqui outra vez. Na tarde de ontem, o presidente do governo central espanhol, Pedro Sánchez, decretou novamente o estado de emergência no país devido à pandemia de covid-19. A medida estará em vigor por 15 dias, mas deve ser prolongada (talvez até maio do ano que vem!). Depois de dar uma sumidinha dos noticiários de coronavírus, a Espanha volta ao centro das atenções (e preocupações) como o primeiro país da Europa ocidental a ultrapassar a barreira de um milhão de contagiados acumulados. A “boa” notícia é que a situação está longe de ser tão grave como em março, quando o governo tomou essa medida pela primeira vez. Consequentemente, as restrições também não são tão drásticas como naquela época. Ao invés de um confinamento total, desde a madrugada passada vivemos com um toque de recolher que, em Barcelona, vai das 22h às 6h e, em Madri, da meia-noite às 6h. Esta é a grande novidade do momento por aqui. Pelo menos por enquanto…

Atualmente, a Espanha tem registrado uma média de 15 mil contágios ao dia. O número chega a ser mais alto do que na fase mais crítica da pandemia, que aconteceu durante a primavera. No entanto, é preciso ter em conta que, naquela época, apenas os casos mais graves eram testados, geralmente quando o paciente já estava sendo internado. Hoje em dia, muitos milhares de testes são feitos ao dia, sendo que a grande maioria dos positivos não têm sintomas. E ainda que o número de mortos nos preocupe e entristeça (uma média diária de 140 nas últimas duas semanas), é muito distante dos mil óbitos por dia que o país já chegou a registrar. Da mesma forma, a situação dos hospitais está sob controle. Pelo menos por enquanto…

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O significado do estado de emergência atual também é bem diferente do que tivemos entre março e junho. Naquela época, o governo central da Espanha recorreu à medida para tomar as rédeas de todas as decisões estratégicas relativas à pandemia, instituindo um dos confinamentos mais rígidos do mundo e impondo restrições de circulação no país (viajar só era permitido em casos muito específicos, por exemplo). Agora, o poder de decisão continua na mão de cada comunidade autônoma (o equivalente a estado) , mas o governo lança mão do estado de emergência para decretar o toque de recolher e limitar as reuniões sociais a um máximo de 6 pessoas. Essas medidas valem para todo o país e cada região pode impor restrições adicionais, segundo a sua situação epidemiológica.

Na Catalunha, por exemplo, os bares e restaurantes estão fechados e especula-se que possa haver um confinamento aos finais de semana (medida pra evitar socialização e viagens). Já em La Rioja e Navarra, existe um “fechamento perimetral”, ou seja, não é permitido entrar ou sair do território, a não ser por um motivo muito justificado. Em outras regiões, esse bloqueio é apenas parcial, nas cidades em estado mais crítico, como é o caso de Granada, na Andaluzia. Fora isso, as escolas estão funcionando “normalmente” e classes entram e saem de quarentena quando surge algum caso.

Para o viajante brasileiro, nada muda. As fronteiras da Espanha continuam fechadas para os países de fora da União Europeia, com exceção de: Austrália, Canadá, China, Coreia do Sul, Geórgia, Japão, Nova Zelândia, Ruanda, Tailândia, Tunísia e Uruguai.

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