Achados Adriana Setti escolheu uma ilha no Mediterrâneo como porto seguro, simplificou sua vida para ficar mais “portátil” e está sempre pronta para passar vários meses viajando. Aqui, ela relata suas descobertas e roubadas

Como está a situação do óleo em Trancoso, Caraíva e arredores

Relatos de uma viagem pela região de Porto Seguro

Por Adriana Setti Atualizado em 22 jul 2021, 21h10 - Publicado em 12 dez 2019, 23h49

Muita gente que tem viagem marcada para o nordeste este verão está apreensiva devido ao (ainda) misterioso vazamento de óleo. Vale a pena ir? Devo cancelar viagem? É seguro comer peixe? Vem da Venezuela? Foi o navio grego?

Diante de informações desencontradas e da falta de transparência que costuma acompanhar esse tipo de questão no nosso país, infelizmente não há uma resposta precisa para essas dúvidas. Eu tomei a decisão de não desistir da viagem. Também estou comendo peixe e camarão normalmente (passo bem, obrigada), evitando ostras e outros animais “filtradores”, por via das dúvidas. Mas não cabe a mim aconselhá-lo sobre o que fazer, até porque não sabemos o que vai acontecer amanhã.

Minha intenção, com este post, é apenas contar de forma objetiva como tem sido minha viagem, a partir do que vi com meus próprios olhos e do que escutei de fontes confiáveis (amigos que moram aqui).

Trancoso e Praia do Espelho

O óleo chegou à região de Porto Seguro, no sul da Bahia, entre o final de outubro e o começo de novembro. Em Trancoso, a parte mais afetada não foi a praia bem em frente ao vilarejo (Praia dos Coqueiros) e sim o trecho um pouco mais ao sul, em Itapororoca. Estive por lá entre os dias 3 e 8 de dezembro e vi apenas dois pequenos fragmentos de óleo cru.

Mais ao sul, a Praia do Espelho também foi atingida por fragmentos a partir do início de novembro. Até o final do mês, uma amiga que tem casa lá contou que os moradores vinham recolhendo novas levas de pedacinhos. Estou aqui neste momento e hoje fiz uma bela caminhada pela praia, sem encontrar nenhuma mancha na areia. Viva!

Fim de tarde hoje no Espelho: tá limpo

  • Caraíva e Corumbau

    Estive em Caraíva do dia 7 até esta manhã e foi lá, infelizmente, que tomei as minhas primeiras “carimbadas”. Pegando praia na Barra, notei uma pequena mancha de óleo na altura da cintura (veio boiando?) e, mais tarde, outra no pé. Não cheguei a ver fragmentos pelo chão, mas amigas que caminharam anteontem (dia 9) de Caraíva até a Praia do Satu (um pouco ao norte, em direção a Trancoso) recolheram vários pedacinhos pelo caminho. O esquema para despejar os resíduos está bem organizado em Caraíva, com pontos de coleta. Os moradores ainda contam que a Marinha tem monitorado intensamente a área.

    Quem levou a pior nos arredores de Caraíva foi a linda e tranquila Corumbau, onde chegaram fragmentos maiores em meados de novembro. A zona afetada foi justamente a mais bela, a Ponta de Corumbau. Mas a praia já foi totalmente limpa e há tonéis de coleta espalhados pelo vilarejo. Caminhei bastante por lá ontem (dia 11) e não vi nenhum fragmento de óleo na areia.

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