Cenotes: a melhor pedida da Riviera Maia em tempos de invasão de sargaço

Se você leu meus dois últimos posts sobre a invasão de sargaço nas praias de Cancún e da Riviera Maia (e do Caribe em geral), e está planejando uma viagem pra lá, provavelmente ficou muito preocupado. De fato, não é o melhor momento para visitar a região. Por outro lado, além de ser um destino de praia, o estado de Quintana Roo (onde ficam Cancún, Playa del Carmen, Tulum) tem muitas outras atrações a oferecer. Uma boa saída para quem já está de passagem marcada é alugar um carro tanto para poder ir em busca das praias menos afetadas (Akumal, por exemplo), como para explorar o que a região tem a oferecer além do mar. Os cenotes estão entre as coisas mais incríveis que já vi. Vale a viagem.

 

Clique aqui para se informar sobre o problema da invasão de algas em Cancún e na Riviera Maia

 

Os cenotes são pequenas aberturas naturais que deixam entrever as águas azulíssimas e cristalinas de uma rede de rios subterrâneos de água doce que cobre toda a península de Yucatan (o extremo sul do México). De tão complexo, o sistema até hoje não foi totalmente mapeado. Ao longo de milhares de anos, essas águas abasteceram a região e alimentaram a mitologia maia, segundo a qual os cenotes representavam passagens para outro mundo – o que, de certa forma, é a mais pura verdade.

Os cenotes que podem ser visitados em geral cobram uma pequena taxa de entrada e oferecem área de piquenique e banheiros. Mas há alguns mais selvagens e gratuitos (como é o caso do pequeno cenote cercado de verde próximo à praia de Xcacel-Xcacelito). Outros fazem parte da propriedade de hotéis e pousadas. Nadar, praticar SUP, remar de caiaque e mergulhar com snorkel ou cilindro estão entre as atividades possíveis. Paraíso dos tech-divers, os cenotes podem render altas aventuras em cavernas subaquáticas pouco exploradas. Para mergulho, procure o profissionalíssimo dive center Pro Tec, que recomento enfaticamente.

 

Foto meio paranormal do meu mergulho no Gran Cenote

Foto meio paranormal do meu mergulho no Gran Cenote

Mergulhando no Gran Cenote

Mergulhando no Gran Cenote

Visual do Gran Cenote de fora

Visual do Gran Cenote de fora

A boca de uma das cavernas do Dos Ojos

A boca de uma das cavernas do Dos Ojos

Um refresco longe do sargaço, no Dos Ojos

Um refresco longe do sargaço, no Dos Ojos

Dos Ojos na visão de um mergulhador

Dos Ojos na visão de um mergulhador

O cenote mais impressionante que visitei foi o sistema Dos Ojos, entre Tulum e Akumal, que tem esse nome porque é formado por dois “olhos” d’água interconectados por um túnel submarino alucinante, recheado de formações insólitas. O ideal no Dos Ojos é mergulhar com cilindro, mas também há tours guiados com snorkel. Se você não estiver afim de muito empenho, basta colocar uma máscara e afundar a cabeça: a visibilidade é de mais de 100 metros, praticamente como se água não existisse. O vídeo abaixo mostra direitinho a experiência do mergulho (spoiler?):

 

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=4XD03bNp6dY?feature=oembed%5D

 

Outro que visitei foi o lindíssimo Gran Cenote, que fica a três quilômetros de Tulum. Ele é ideal para mergulho mas também é um dos melhores para nadar. Tem uma piscina grande ao ar livre, cercada por um deque.

 

Minha amiga-leitora Betina, que acabou de voltar de lá, recomendou o Casa Cenote para passeios de SUP em meio à natureza (pelo caminho, dá para avistar macaquinhos e quatis). Mas, nesse caso, é preciso ter algum preparo físico e espírito esportivo para remar entre a mata fechada e para mergulhar na hora de atravessar o manguezal.. Veja o vídeo abaixo, que incrível.

 

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=YOK1-RoyTEI?feature=oembed%5D

Ela também recomenda o Encantado, onde é possível fazer um passeio de caiaque.

 

Clique aqui para ver o meu post sobre mergulho nos cenotes.

 

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