África do Sul: Route 62, a rota do vinho mais longa do mundo (ou não)

Correndo pro abraço na vinícola Van Loveren

Correndo pro abraço na vinícola Van Loveren

 

 

Vinhedos e canteiros de flores: a típica combinação da Route 62

Vinhedos e canteiros de flores: a típica combinação da Route 62

Entre uma degustação e outra, o dogma de que a Route 62 é a rota do vinho mais longa do mundo chegará até você. Não sei de onde saiu isso, nem se é algo científico – tive a impressão de que as vinícolas se concentram numa área relativamente compacta. Mas o fato é que o trajeto (que, na verdade, é uma soma da R60 com a R62) é a maneira mais apoteótica de “descer” da região das winelands, onde estão as famosas cidadezinhas de Stellenbosch e Franchhoek, até a Garden Route, no litoral.

 

Comparando as duas regiões, eu diria que a Route 62 é menos muvucada e que a grande maioria dos turistas por lá é sul-africana, enquanto em Franschhoek predominam os estrangeiros. Justamente por isso, o preço dos restaurantes e das acomodações é muito mais barato. Detalhe curioso (que já tinha sido mencionado por uma amiga sul-africana): as doses de vinho nas degustações são mais fartas. Use com moderação. Ou não….

 

Quatro tacinhas antes do almoço... é muito bom pra ficar pensando melhor...

Quatro tacinhas antes do almoço… é muito bom pra ficar pensando melhor…

Eu não planejei nada. Estava indo direto de Franschhoek para o litoral e, a meio caminho do Cabo Agulhas (o “fim” da África), vendo que a paisagem já não era a mesma maravilha da região de Cape Town, dei meia volta e dirigi mais três horas até Montagu, uma cidadezinha com a qual tinha encafifado ao ler um guia. Bingo! Eis uma gracinha de lugar, pouquíssimo turístico, que considero a base incontestável para a Route 62.

 

Acomodação foi outra bala na mosca. Encontramos um chalé lindinho dentro de um camping (um senhor camping, civilizadíssimo e tranquilo, chamado Montagu Caravan Park), com churrasqueira e terraço à beira de um lago. Um filé sul-africano comprado num supermercado local junto com  um pacotão de lenha, mais um tinto da região e estávamos no céu. Tem nojinho de camping com churrasco? Montagu tem pousadas bacanas e restaurantezinhos pra você também.

 

Terracinho com laguinho em Montagu

Terracinho com laguinho em Montagu

 

Não planejei mas me dei bem, parte dois. E não é que a vinícola que produz o meu espumante sul-africano favorito ficava bem ali na região, pertinho da vizinha Robertson? Tão imponente quanto seus vinhos, a Graham Beck tem um espaço super moderno de degustação, com uma parede de vidro que dá para um mar de vinhedos.

 

Trabalhos abertos na Graham Beck

Trabalhos abertos na Graham Beck

Espumante à parte, o filé da Route 62 é a quebrada R317, uma estradinha florida onde as vinícolas se enfileiram. Ali, paramos para almoçar na ótima Van Loveren, que tem o restaurante mais disputado da redondeza: bom, barato, despretensioso e animadinho. Do que mais você precisa?

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