Península Valdés é o paraíso da observação de baleias

A época certa e as melhores bases para assistir ao balé das orcas e baleias-francas no sul da Argentina

Por Da Redação Atualizado em 17 mar 2022, 20h58 - Publicado em 17 mar 2022, 10h00

Quem chega a Puerto Madryn pela estrada já vislumbra à distância animais como guanacos, lebres patagônicas, flamingos e gaivotas, dentre outras mil espécies que compõem a fauna da região. Mas o que realmente atrai a maioria dos turistas está em exibição nos quase 4 mil km² de enseadas e falésias que recortam a Península Valdés, uma das áreas naturais da Argentina que fazem parte da lista de Patrimônios da Humanidade da Unesco.

Durante todo o ano, podem ser encontradas ao longo da costa colônias de golfinhos, lobos-marinhos e elefantes-marinhos, além de pinguins que marcam presença em Punta Tombo, um destino logo ao sul de Puerto Madryn. Mas essa também é, segundo os especialistas, a melhor região do mundo para observação de baleias, que se concentram ali em determinadas épocas do ano para se reproduzirem e passarem os primeiros meses de vida de seus filhotes.

Entre março e maio, as orcas marcam presença na região para ensinar os seus filhotes a caçarem. Com apenas um pouco de sorte, o viajante pode presenciar ao vivo um desses momentos, que normalmente só são vistos em documentários sobre a natureza. Além disso, em algumas praias é possível flagrar os animais no máximo de sua ousadia, utilizando uma tática que só é observada nessa parte do mundo: apesar do perigo de encalharem, as orcas se jogam sobre a areia para abocanhar as focas.

Entre junho e dezembro, é a vez das baleias-francas aparecerem nadando ao lado de suas crias. Esses animais, que chegam a 47 toneladas e 15 metros de comprimento, podem ser vistos em passeios de barco pelo Golfo Nuevo, perto da cidadezinha de Puerto Pirámides – as chances de avistá-las são mais altas aqui do que em qualquer outro lugar do mundo. No ano passado, o fotógrafo Maxi Jonas, que mora em Puerto Madryn, capturou com um drone o balé de uma baleia-franca que chega a dar uma batidinha na prancha de stand up paddle. Veja o vídeo a seguir:

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Qual é a melhor base?

Vale a pena usar Puerto Madryn, que recebe voos diretos de Buenos Aires da Aerolíneas, como base para ver a vida marinha na Província de Chubut. A cidade abriga hotéis confortáveis como o Hotel Península Valdés, o Rayentray, o Tolosa e o Dazzler by Wyndham, além de hostels econômicos como El Gualicho e La Tosca. Esse também é o lugar com mais opções de restaurantes, entre eles o de frutos do mar El Almendro, a pizzaria Giuseppe e o de comida mediterrânea Cantina El Nautico. Por fim, quem não alugar carro consegue se virar bem nos tours vendidos pelas agências locais.

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Os passeios de barco saem de Puerto Pirámides, 94 quilômetros ao norte. Ali há pousadas como o Del Nómade Eco-Hotel e alguns imóveis disponíveis para locação através do Airbnb.

Outra cidade para se usar como ponto de partida é Trelew, 65 quilômetros ao sul de Puerto Madryn. Embora tenha menos infraestrutura turística, ela também recebe voos da Aerolíneas. Você ficará a uma distância maior da praia de onde partem as avistagens de baleias, mas estará mais perto – o correto seria dizer “menos longe”, porque ainda assim são 120 quilômetros – de Punta Tombo, lugar que chega a abrigar um milhão de pinguins de uma única vez. De Trelew é possível esticar a viagem até El Calafate em voos diretos.

Independente da base que escolher, vale fazer um bate e volta é a Praia El Doradillo, a 15 quilômetros de Puerto Madryn e a 80 quilômetros de Trelew. Trata-se de uma área de proteção ambiental com águas calmas que atrai baleias e seus filhotes. A observação pode ser feita da costa ou do mirante de Punta Flecha.

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