Três tristes transtornos

Breezes Búzios com serviço deficiente foi o que encontraram os leitores que estiveram em um dos maiores resorts do litoral fluminense

Por Fabrício Brasiliense (edição) Atualizado em 14 dez 2016, 11h58 - Publicado em 17 set 2011, 18h07

O que constatei quando estive no Breezes Búzios, entre 18 e 21 de novembro de 2010, foi que o hotel estava sem direção. Só consegui toalhas depois que saí pelos corredores atrás de uma camareira; na praia não havia guarda-sóis (surgiram alguns poucos depois de muita insistência); a hidroginástica e a aula de ioga foram conduzidas por um rapaz sem qualificação; três dos restaurantes nunca abriram; o bufê tinha batatas refritadas e o filé-mignon veio cru. – Ângela Queiroz, Brasília, DF

Hospedei-me no Breezes de 30 de janeiro a 5 de fevereiro e foi uma decepção. Cheiro de esgoto no quarto; piscina imunda devido à quebra do filtro; em um dos dias não havia presunto no café da manhã; os freezers de picolé estiveram sempre vazios; funcionários visivelmente desmotivados (o gerente chegou a dizer ao meu marido que estava com problemas em achar bons funcionários). – Janaína Octaviano, Santa Rita do Passa Quatro, SP

Estive no Breezes Búzios de 14 a 19 de fevereiro com um grupo de 20 amigos. Chegamos ao hotel às 14h e não havia ninguém para nos ajudar com as malas. Só conseguimos entrar nos quartos às 17h, porque não estavam todos prontos. No almoço da chegada houve demora na reposição do bufê – e a comida era pouca. Talheres, pratos, piso e mesas estavam sujos e grudentos. No bar da piscina pedi um drinque que levava leite condensado mas não havia o ingrediente; tive de buscá-lo pessoalmente em outro bar e trazê-lo ao barman. O vinho tinto servido no restaurante estava quente (a temperatura ambiente, nos disse o garçom, naquela ocasião era de 35°C). Das quatro pistas de boliche, duas estavam estragadas. – Douglas Cardoso, Itabirito, MG

No mesmo dia em que encaminhamos os três relatos à assessoria de comunicação do Breezes, recebemos uma ligação de Luiz Pontes, gerente de serviços do hotel. Claramente preocupado com as reclamações, Pontes disse que o resort teve problemas com contratação e qualificação de pessoal e que, por ser um empreen­dimento novo, eles ainda estavam acertando os ponteiros. Preocupado em reverter a situação, o gerente falou que entraria em contato com os clientes. Dias depois, a VT foi saber dos hóspedes como foi a conversa.

Ângela Queiroz disse que ficou muito satisfeita com a ligação de Luiz Pontes, que garantiu ter sanado os problemas mencionados por ela. Na ocasião, ele enviou a Ângela uma carta-convite para que ela voltasse ao hotel para um fim de semana com a família. O mesmo contato e convite para retornar ao resort foram feitos para Janaína Octaviano, que em um primeiro momento hesitou mas decidiu com o marido que retornariam em setembro para conferir as melhorias. Douglas Cardoso, que também recebeu uma ligação do gerente de serviços, no início se mostrou irredutível em voltar, mas acabou aceitando o convite. “O Breezes impressionou pela ampla estrutura de lazer e pela qualidade dos quartos”, diz Gabriela Erbetta, editora-chefe do GUIA QUATRO RODAS, que elegeu o hotel como Resort do Ano em 2011. “As falhas no serviço não foram detectadas na época de nossa pesquisa.”

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