Sem pimenta, por favor – Onde é melhor

Tailândia: onde ficar, comer, agitar e comprar em Bangcoc, Chiang Mai, Koh Pah-ngan e Koh Phi Phi

Por Adriana Setti Atualizado em 16 dez 2016, 09h17 - Publicado em 8 set 2011, 11h30

BANGCOC

FICAR

A maioria dos viajantes, principalmente  os mais jovens, acaba ficando nas redondezas da Khao San Road, no meio da balada e do caos. É divertido, mas alguns hotéis e guest houses da  região têm quartos que podem levar almas mais sensíveis a cortar os pulsos no meio da noite ou pelo excesso de barulho ou pela falta dele: alguns não têm  janela! Mesmo nos hotéis mais bacaninhas, a qualidade das acomodações varia muito. Pergunte sobre os detalhes antes de reservar. Uma opção segura na Khao San Road é o D&D Inn (Khao San Road, 68-70, 629-0526, khaosanby.com; diárias desde US$ 22), que, além de quartos limpos, tem cobertura com piscina e bar com uma vista incrível. A soi (rua pequena) de trás, Rambuttri, é um pouco mais tranquila e bem mais charmosa. Uma opção acertada por lá é o Viengtai Hotel (Rambuttri Road, 42, 280-5434, viengtai.co.th; diárias desde US$ 71), que renova seus quartos constantemente e tem piscina. Alheio ao caos da cidade, à beira do Rio Chao Phraya, o hotel Mandarin Oriental (Oriental Avenue, 48, 659-9000, mandarinoriental.com/bangkok; diárias desde US$ 365), com 130 anos de tradição, é um clássico. Em carta emoldurada e exibida numa de suas luxuosas suítes, o escritor britânico Graham Greene referese ao hotel como “um lugar onde quase tudo pode acontecer e onde se pode encontrar quase qualquer pessoa, desde um mero escritor a um falsário internacional a caminho de outro destino”. Localizado em Phatumwan, uma área high-tech, o Conrad (Wireless Road, 87, 690-9999, conradhotels1.hilton.com; diárias desde US$ 162) é moderno e impecável.

COMER

Quem for a Bangcoc e não fizer nada além de comer, já irá embora contente. Com pouco ou pouquíssimo dinheiro, dá para mergulhar em uma experiência gourmet completa. O nome é bastante peculiar: Cabbages & Condoms (Sukhumvit Soi, 12, 229-4610, pda.or.th/restaurant/restaurant.asp). Ou seja, “Repolhos & Camisinhas”. Toda a renda é destinada a projetos de prevenção à aids. Em vez de uma balinha, os clientes ganham um preservativo no fim da refeição. A comida é boa e barata (pratos desde US$ 2). Dentro do majestoso hotel Mandarin Oriental, o Le Normandie (Oriental Avenue, 48, 659-9000, mandarinoriental.com) é um dos melhores restaurantes da cidade. Para provar a sua cozinha francesa, os cavalheiros devem estar de terno. Os pratos vão de US$ 25 a US$ 40. Mais moderninho, o MahaNaga (Sukhumvit 2, 29, 662-3060, mahanaga.com/bangkok) é um hit. Serve comida fusion (tailandesa com toques ocidentais) em um cenário de puro glamour, com salões decorados minuciosamente e um jardim arrebatador. O preço dos pratos não costuma passar de US$ 20. Comer na rua também é um programa seguro, barato e – acima de tudo – autêntico. Quem estiver com o orçamento apertado pode passar dias de rei sem sequer pisar num restaurante. E não só de comida tailandesa vivem as barraquinhas. Os bairros étnicos da cidade, Chinatown, Little India e Little Arabia, podem ser uma boa para dar uma variada.

AGITAR

A Khao Sun é uma Disneylândia de atrações noturnas, onde os bares têm a música no último volume, os “ladyboys” estão por todos os lados e tudo pode acontecer. É o ponto de encontro ofi cial dos mochileiros. A diversão é garantida, mas não espere nenhum glamour. A noite mais sofisticada rola ao redor da Sukhumvit Road, onde estão o Bed Supperclub (Sukhumvit Soi 11, 26, 651-3537, bedsupperclub.com) e o Q Bar (Sukhumvit Soi 11, 34, 252-3274, qbarbangkok.com), as baladas mais cool da cidade. Dar um pulo na região da “luz vermelha” de Bangcoc é uma “experiência” obrigatória. Além de europeus barrigudos acompanhados de jovenzinhas locais, Patpong tem um mercado noturno animadíssimo, centenas de bares, boates e casas de shows de sexo – incluindo o célebre ping-pong show, de pompoarismo.

COMPRAR

Siam Square (siam-square.com) é a maior zona comercial da cidade, com shoppings gigantescos. Para comprar roupas baratíssimas e milhares de outras quinquilharias, o Mercado de Chatuchak (chatuchak.org), que acontece nos fins de semana, se autoproclama “o maior do mundo”. Não duvide. São mais de 9 mil estandes (há quem diga que são mais de 15 mil!). Pechinche até não aguentar mais.

O código telefônico de Bangcoc é 66-2.

CHIANG MAI

FICAR

O Top North Hotel (MoonMuang Road, 41, 279-6235, topnorth group.com; diárias desde US$ 20) é correto, bem localizado e tem piscina. Dos mesmos donos e a poucos metros do hotel, a Top North Guest House (Moon Muang Road, 15, 278-684, topnorthgroup.com; diárias desde US$ 11) é uma das mais ajeitadas da cidade. Para um upgrade, o Four Seasons (Mae Rim-Samoeng Old Road, 298-181, fourseasons.com/chiangmai; diárias desde US$ 600) fica fora do centro cidade, no Mae Rim Valley, em meio a montanhas e arrozais.

COMER

A culinária do norte da Tailândia tem influências de Mianmar e da China. Somem-se a isso vegetais frescos recém-colhidos e o resultado é uma cidade gourmet. Assim como em Bangcoc, comer na rua é bom, seguro e baratíssimo. Seu prato mais tradicional é o khâo sawy, um tipo de noodle. Um bom lugar para prová-lo é o Khao Soi Islam (Charoen Prathet Road, Soi 1, 271-484), onde os pratos começam em US$ 2. Durante o dia, o Heuan Phen (Ratchamankha Road, 112, 277-103) é um restaurante como outro qualquer com mesinhas ao ar livre. E, à noite, as mesas ocupam um belo jardim na parte de trás.

AGITAR

Entre néons e caixas de sons no último volume, a noite pega fogo ao longo da Moon Muang Road. Para mais sofisticação, recorra ao Drunken Flower (Soi 1, Road Nimanhaemin), para onde vão os locais bem nascidos e os farangs mais antenados.

COMPRAR

Chiang Mai é conhecida pelas cerâmicas, pelas sombrinhas e pelos trabalhos em prata e madeira. E o lugar para encontrá-los e pechinchar a não mais poder

é o Pratu Chiang Mai, o mercado noturno que ocupa a Bamrungburi Road.

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O código telefônico de Chiang Mai é 66-53.

KOH PAH-NGAN

FICAR

Para ficar no meio do agito e pagar pouco, o Same Same Lodge (Moo 6, 113/19, 375-200, same-same.com; diárias de US$ 15), em plena Haad Rin, é popular entre mochileiros festeiros. Já o lendário The Sanctuary (Hat Thian, 81/271-3614, thesanctuarythailand.com; diárias desde US$ 49), tem clima de comunidade hippie, programas de desintoxicação, ioga e afins. Com bangalôs de madeira, pé na areia e banheira, o Hansa Resort (Bantai Beach, 377-494, hansaresort.com; diárias desde US$ 47) fica numa praia tranquila a 15 minutos de Haad Rin.

COMER

A ilha não é famosa por sua culinária. Quase todas as guest houses têm seu próprio restaurante e é lá mesmo que você acabará fazendo as refeições. Para uma experiência mais bacana, prove o restaurante (naturalmente vegetariano) do The Sanctuary. Os barcos até lá saem de Haad Rin e custam US$ 2.

O código telefônico de Koh Pah-Ngan é 66-7.

KOH PHI PHI

FICAR

A hospedagem em Koh Phi Phi custa praticamente o dobro que nas demais ilhas tailandesas. Com bangalôs novos e confortáveis de frente para a linda Praia de Hat Yao (Long Beach), o Paradise Pearl Bungalow (Moo 7, 138, 660-5189, phiphiparadisepearl.com; diárias desde US$ 86) tem wi-fi e ar-condicionado e é para quem quer sossego. No meio do agito, o Phi Phi Casita (Moo 7 T. Aonang, 129, 02/673-0966, ppcasita.com; US$ 52) é o preferido da moçada e tem uma bela piscina. Para um senhor upgrade, o Zeavola (Moo 8 Laem Tong, 11, 627-000, zeavola.com; diárias desde US$ 265) é o resort mais luxuoso da ilha, numa praia afastada e inacessível aos demais mortais.

COMER

Nem pense em parar nos restaurantes enormes e pega-turistas próximos do píer. Para comer bem, prefira as barraquinhas do mercado improvisado. Para amainar a fome pós-mergulho, o Matt’s Joint Grill (89/520-6191), perto do Bank of Ayudthaya, tem churrasco e outros pratos ocidentais bem-feitos e funciona no sistema de bufê livre. Meninas pagam US$ 7; meninos, US$ 8,50. Badalado e moderninho, o Unni’s, também no centro, serve desde burritos até pratos suecos no clima de baladinha.

AGITAR

O Reggae Bar (Ton Sai Road, 25), que tem ringue e boxe tailandês e pista de dança, é o epicentro da balada. Num bequinho no centro, o Tiger Bar tem mais clima de inferninho e um público ligeiramente mais maduro.

O código telefônico de Koh Phi Phi é 66-75.

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