Roteiro rodoviário – Serra Catarinense

Urubici, Lages e São Joaquim são os destaques pela região serrana de Santa Catarina

Por Fernando Leite Atualizado em 3 ago 2017, 21h02 - Publicado em 23 abr 2012, 17h47

Diferente do vizinho Rio Grande do Sul, os destinos serranos catarinenses resumem-se a poucas localidades. O que não quer dizer nada, já que atrações não vão faltar e o termômetro frequentemente costuma registrar temperaturas inferiores às das cidades gaúchas.Iniciando o roteiro por Florianópolis, siga pela BR-101 Sul e logo vire na BR-262, a rodovia que levará ao topo do estado. Antes do início do trecho serrano, uma parada para conhecer as termas de Santo Amaro da Imperatriz. Os abastados podem usufruir da estrutura do Plaza Caldas da Imperatriz Resort & Spa, mas um balneário próximo garante o banho quente para todos os mortais. Apesar do frio, muitos se arriscam nas aventuras radicais do município, como o rafting no Rio Cubatão do Sul.A ascensão pela BR-262 não requer muita habilidade dos motoristas (bem diferente da descida pela Serra do Rio do Rastro no fim do roteiro), somente paciência com as carretas. Apenas discreto, o visual não chega a provocar suspiros. Alguns quilômetros após Bom Retiro, é hora de deixar a estrada principal e seguir pela SC-430. Ainda pouco conhecida nacionalmente – o que não deixa de ser uma tremenda injustiça, Urubici sintetiza o melhor da serra catarinense. Casais encontram facilmente uma pousadinha aconchegante, trutas fresquíssimas protagonizam as cartas dos restaurantes e atrações naturais aparecem a rodo nas cercanias do município. Não deixe de subir – de carro – no Morro da Igreja: lá foi registrada a mais baixa temperatura brasileira da história (-17,8ºC) e sua vista com a singular Pedra Furada ao fundo deslumbra qualquer um. Próxima do Centro, a Cachoeira do Avencal rende belas imagens para um cartão-postal, mas o frio torna o banho nem um pouco convidativo.Retornando para a BR-262 em um trecho que alterna aclives e declives, Lages é o próximo ponto de parada. Esqueça a área central sem graça alguma e aposte seu tempo na zona rural da cidade, onde ficam os famosos hotéis fazendas que serviram de base para o que chamamos hoje de turismo rural, com a participação mais ativa do hóspede no dia a dia do local. No universo gastronômico, visitar Lages no inverno é ter a oportunidade de provar várias receitas que tem o pinhão como base.Completando a tríade dos grandes destinos da serra catarinense, São Joaquim tinha apenas o frio e o marketing como aliados até bem pouco tempo atrás. No mínimo sinal de neve, a cidade superlotava de gente. Desde a implantação da Vinícola Villa Francioni, turistas chegam  à cidade nos 365 dias do ano – além de belíssima, a vinícola produz ótimos vinhos.Prepare-se para o momento rodoviário mais especial e dramático do roteiro: a descida da Serra do Rio do Rastro.  Para saber o que virá pela frente, pare no mirante em Bom Jardim da Serra. À primeira vista o cenário é belo e assustador.  Essa sensação é confirmada na primeira das 284 curvas – ou seriam cotovelos – em meros 25 km da estrada. A descida é lenta por dois motivos: a natural apreensão na direção e a vontade de tirar inúmeras fotografias.Se a viagem começou com banhos termais, pode terminar da mesma forma, aproveitando a boa estrutura hoteleira das Termas do Gravatal – o Hotel Internacional tem o melhor balneário da região.LEIA MAIS:Florianópolis – o que fazerPedal de Serra – Três dias no Vale Europeu, em Santa CatarinaInverno de A a Z

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