Redução de estresse

Quando o tempo de conexão entre um voo e outro for curto demais, o risco pode ser grande. Mas há meios de minimizá-lo

Conexões curtas entre um voo e outro são arriscadíssimas. Toda vez que eu pedia para a minha agente de viagens reservar uma passagem e ela vinha com uma conexão de 45 minutos, eu devolvia a proposta e pedia no mínimo o dobro do tempo. Depois que passei a comprar minhas próprias passagens pela internet, fiquei ainda mais cri-cri: só escolho conexões de duas horas entre um voo e outro, no mínimo.

Contabilize comigo: o avião pousa (não raro sai atrasado), começa a taxiar, engata no finger, você desembarca, pega as malas, despacha novamente, passa por outro raio X, muda de terminal, procura um novo portão. Se a conexão for em um aeroporto gigante, caso de Barajas, em Madri, Heathrow, em Londres, ou Schipol, em Amsterdã, considere ainda as enormes filas de imigração e a distância entre os terminais. Duas horas, caro leitor, passam voando!

Muita gente já perdeu uma conexão. Comigo já aconteceu até em uma situação confortável, quando eu tinha quase três horas para pegar o voo seguinte. Foi em Frankurt, havíamos decolado com atraso por causa do mau tempo, a bagagem não chegava, a fila do raio X era surreal, o estrago estava feito.

Além de fazer conexões com folga, sugiro contratar seguros de viagem que cubram conexões perdidas, algo que é cada vez mais comum nas apólices. Se a culpa do atraso for da companhia aérea, ela é obrigada a realocar você em outro voo; mas, se o motivo do atraso foi o mau tempo, as despesas ficam por conta do passageiro – e aí o seguro é perfeito. Um estudo da Universidade de Berkeley apontou que atrasos em voos, cancelamentos e conexões pesam bastante no bolso do cliente: US$ 16,7 bilhões ao ano.

No momento do check-in, confirme sempre se suas malas vão direto para o destino ou se você deve pegá-las na esteira de bagagem e despachá-las novamente; os procedimentos mudam em cada aeroporto, e até de uma companhia para outra.

Se tudo der certo e você tiver tempo de sobra, melhor. Hoje em dia, muitos aeroportos têm wi-fi grátis, sem contar free shop, cafés, livrarias. E não tem coisa pior do que começar a contar sobre uma viagem dizendo: “Pois é, perdi a conexão”.

→ Mari Campos* viaja com um smartphone cheio de aplicativos para matar o tempo

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