Prédios que se movem

A tecnologia dos edifícios japoneses evitou uma tragédia maior no país

Por Júlia Gouveia (edição) Atualizado em 16 dez 2016, 09h09 - Publicado em 17 set 2011, 18h17

Não fosse a tecnologia empregada em suas cidades, o Japão poderia agora contabilizar um número bem maior de mortos que os quase 7 mil registrados até o dia 18 de março, data do fechamento desta edição da VT. E a maior parte das vítimas, é bom que se diga, veio com os tsunamis que se seguiram ao tremor violentíssimo de 11 de março, o qual atingiu 8,9 na escala Richter. “Se eu tiver de escolher um lugar para passar um terremoto, eu ficaria com o Japão”, diz André Dantas, engenheiro civil especializado em logística de desastres. Segundo Dantas, o Japão é um dos países que mais investe em tecnologia para minimizar os estragos causados pelos abalos. As fundações dos prédios, por exemplo, não entram em contato direto com o solo: há roletes e molas que permitem que os edifícios se movimentem e, assim, absorvam os impactos do tremor. No caso de arranha-céus, um pêndulo é instalado na cobertura do edifício para atuar no mesmo sentido.

Além disso, como é de se esperar, o Japão tem uma legislação severa na área. Para erguer um prédio com mais de 13 metros (apenas quatro andares), o engenheiro responsável precisa ter pelo menos dois anos de experiência. Situação semelhante acontece no Chile, que também viveu seu inferno particular no ano passado. Um terremoto de escala 8,8 destruiu casas no centro do Chile, mas, graças às técnicas utilizadas, muitas delas similares às japonesas citadas aqui, provocou poucos estragos físicos na capital Santiago. Felizmente, há uma sinergia mundial no assunto. Cada país cria as próprias regras, mas o conhecimento adquirido com novos sismos é compartilhado em banco de dados e em conferências sobre o tema. Dantas também revelou à VT que, em pouco tempo, sensores serão comuns para controlar a trepidação dos edifícios. Na hora do abalo, eles irão gerar informação em tempo real aos cientistas e autoridades.

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