Peru pré-inca

De Trujillo a Chiclayo, roteiro explora o esplendoroso legado dos herdeiros do Senhor de Sipán e da Dama de Cao na costa norte peruana

Por Fábio Vendrame Atualizado em 16 dez 2016, 08h20 - Publicado em 29 out 2012, 16h35

Caminhos ainda pouco conhecidos dos viajantes brasileiros levam a uma jornada extraordinária pela costa norte do Peru. No trecho entre o Pacífico e os Andes, a rota de Trujillo a Chiclayo revela as ruínas de um passado remoto e grandioso. Oásis em uma das regiões mais secas e desérticas do planeta, os vales costeiros propiciaram o surgimento de diferentes povos e culturas que se desenvolveram há mais de 4 mil anos. Atualmente, têm sido palco das descobertas arqueológicas mais relevantes dos últimos tempos.

Ali o Senhor de Sipán continua a reinar absoluto, mas já não o faz só. Tem agora a companhia da Dama de Cao, primeira mulher com status de governante encontrada na América do Sul. Muito antes do Império Inca, os povos moche (mochica), chimú e sicán (lambayeque) transformaram paragens de desolação em vastos reinos de areia em que o ouro resplandecia nos símbolos de poder e o sangue dos inimigos aplacava a ira divina. Trabalharam com grande habilidade uma ampla gama de materiais e criaram obras maravilhosas em cerâmica, tecidos e metais preciosos, inclusive a partir da mistura de ligas de ouro, cobre e prata. Obras-primas ancestrais que saem à luz depois de séculos de esquecimento e ignorância.

“As escavações arqueológicas, iniciadas no fim do século 19 e especialmente ativas nos últimos anos, continuam a nos surpreender com a descoberta de novos aspectos sobre civilizações que deixaram legados extraordinários como Machu Picchu, as Linhas de Nazca, os templos e petróglifos de Chavín ou os esplendorosos fardos funerários dos senhores moches”, diz Walter Alva, arqueólogo responsável pela descoberta do Senhor de Sipán e atual diretor do Museu Tumbas Reales de Sipán.

A história de milhares de anos das civilizações pré-colombianas na América do Sul está mais viva do que nunca e pode ser visitada em seus lugares sagrados de origem – hoje, sítios arqueológicos – e nos acervos dos modernos museus que guardam sua memória.

Civilizações pré-colombianas (de 200 d.C. a 1470)

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