Passeios em Bonito: flutuação, boia cross, caverna e mais

Flutuar, mergulhar, caminhar, petiscar... Os passeios essenciais pra você se deliciar com a cidadezinha de nome mais adequado do Brasil

Em um país com tantos recursos naturais, essa cidadezinha de 20 mil habitantes a 300 quilômetros de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, é um sopro de otimismo e um exemplo a seguir.

Além de ter uma lista consistente de atrações de primeira linha, Bonito é praticamente à prova de perrengue. A única lição de casa que você deveria fazer é reservar os passeios com antecedência. Mas não é preciso quebrar a cabeça ou sair pechinchando. Uma vez que os preços são tabelados pela Associação dos Atrativos de Bonito e Região (Atratur), a opção mais prática acaba sendo contratar a agência local indicada pelo seu hotel.

Bonito também não tem aperto. Por questões ambientais, cada atração comporta um número limitado de visitantes – justamente por isso, não deixe para fechar a visita aos grandes hits muito em cima da hora. A seguir, os principais passeios para fazer na cidade e nos arredores (fique pelo menos quatro dias inteiros).

1. Flutuação

O programa número 1 em Bonito é simplesmente boiar. A flutuação do Rio da Prata é a mais famosa da categoria. O leito do rio é raso, com, no máximo, 2 metros de profundidade, e rico em peixes de todos os tamanhos (já são 50 espécies catalogadas). Em alguns pontos, dá também para observar as nascentes que brotam da areia.

Flutuação Flutuação: a atividade que vale a viagem

Flutuação: a atividade que vale a viagem (Fernando Quevedo/iStock)

No Rio Sucuri, passam do seu lado famílias inteiras de pacus. A transparência da água é impressionante devido à alta concentração de cálcio, e os raios solares deixam rastros coloridos na superfície. Macacos-prego, bugios, lontras e até jacarés podem ser avistados nas margens. Ambas as flutuações incluem almoço na fazenda e redário para descansar depois do passeio.

2. Mergulho

As águas cristalinas de Bonito também são incríveis para mergulhar de cilindro. Uma das imersões favoritas é na Lagoa Misteriosa: de abril a outubro, a incidência do sol nessa caverna submersa, cuja profundidade não se sabe (o máximo alcançado por mergulhadores foi 220 metros), deixa seu azul ainda mais intenso. Você pode flutuar de snorkel ou mergulhar com cilindro, se tiver o certificado Padi Open Water.

Abismo Anhumas, Bonito Interior do Abismo Anhumas

Interior do Abismo Anhumas (Caio Vilela/Wikimedia Commons)

Outra possibilidade é explorar o Abismo Anhumas em uma aventura que combina rapel e mergulho. Primeiro, é preciso descer por uma fenda até o fundo da caverna, por 72 metros. E, depois, é a vez de submergir em um lago cristalino de 80 metros de profundidade.

3. Cachoeiras

Para um dia relax, o Parque das Cachoeiras conta com seis quedas-d’água que podem ser vistas em três horas de caminhada sobre uma passarela suspensa de madeira. A da Carretilha tem tirolesa com 20 metros de extensão.

Parque das Cachoeiras Uma das quedas-d’água no Parque das Cachoeiras

Uma das quedas-d’água no Parque das Cachoeiras (Marcelo Gil / Bonito/Divulgação)

Outras atividades

Uma vez que você já flutuou, mergulhou e espantou todos os males nas cachoeiras da região, ainda há muito o que fazer para quem quiser esticar a viagem.

No Hotel Cabanas, dá pra arriscar boia cross, arvorismo ou passear de bote pelo Rio Formoso. Para ficar de bobeira tomando sol e petiscando, a Praia da Figueira é a boa. E quem quer se mexer sem se molhar pode fazer uma grande variedade de cavalgadas e trekkings.

Hotel Cabanas Boia Cross em Bonito Boia Cross no Hotel Cabanas

Boia Cross no Hotel Cabanas (Divulgação Hotel Cabanas/Divulgação)

 

 Quando ir

Dá para viajar para Bonito praticamente o ano inteiro, ainda que junho e agosto, os meses mais secos, acabem por favorecer as flutuações. Entre dezembro e janeiro, durante as férias escolares de verão, as cachoeiras ficam mais volumosas, mas a procura pelos passeios é imensa e eventuais chuvas podem deixar a água turva.

 Como chegar

Há duas maneiras de alcançar Bonito, uma fácil e outra (um pouco) mais econômica. A primeira é voando na rota Campinas-Bonito-Corumbá (ou seja, na volta há uma escala), com a Azul. A segunda é aproveitar as tarifas mais amenas e mais opções de voo até Campo Grande, com a Avianca e com a Gol. Da capital do MS, ainda é preciso seguir de transfer ou carro por 300 km (3h30) – o melhor caminho é via Sidrolândia para ir até Bonito, sem passar por estradas de terra.

Publicado na edição 263 da Revista Viagem e Turismo

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