Passageiros de voos estão cada vez mais mal educados, diz estudo

Por Júlia Gouveia 30 set 2016, 17h47

Não tem como negar: viajar de avião é sempre uma “caixinha de surpresas”. O colega de assento pode ser um folgado, a poltrona pode ser mais desconfortável do que o imaginado, as esperas no portão de embarque podem ser demoradas….

Isso não é desculpa para falta de educação dos passageiros, não é mesmo? Pois, não foi isso que apontou um levantamento da Associação Internacional do Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês).

De acordo com número de reclamações recebidas na entidade, em 2015 houve um aumento de 17% no número de brigas a bordo de aeronaves em que os passageiros agrediram verbalmente ou se recusaram a obedecer ordens da tripulação. Foram 10 854 casos registrados de plane rage (os tais ataques de fúria dentro dos aviões) – ou uma ocorrência a cada 1 205 voos. Em 32% das situações, as pessoas envolvidas na confusão tinham consumido álcool ou drogas.

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Em alguns casos, o imbróglio é tão sério que o avião precisa fazer um pouso de emergência para retirar o causador do tumulto. Segundo estimativas, quando isso acontece a empresa aérea chega a arcar com um custo de cerca de US$ 200 mil.

Em entrevista ao jornal The Guardian, Tom Coleham, diretor-assistente na Iata, disse que situações estressantes das viagens, como filas longas, podem ser gatilhos para despertar comportamentos agressivos.

Já advogados de direito do consumidor ouvidos pela reportagem do periódico inglês ponderaram que como houve, ano após ano, uma diminuição nos espaços entre as poltronas, os passageiros tendem a viajar mais apertados – e irritados.

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