Muito além do Pinguim

Um mercado, três restaurantes estrelados, cerveja e sorvetes de qualidade fazem de Ribeirão Preto um destino a se considerar

Ribeirão Preto é famosa pela sensação térmica piauiense e por um antídoto a ela, o chope do septuagenário bar Pinguim. Mas o lugar esconde outros atributos que valem os 315 quilômetros e os quase 42 reais de pedágio desde São Paulo. Uma das capitais do agronegócio do Brasil, Ribeirão cresce com novidades para o turista. É o caso do Mercadão (Avenida Lygia Latuf Salomão, 605, www.mercadaorp.com.br; 2ª/sáb 8h/20h, dom 8h/0h), que lembra o Mercado Municipal paulistano pelas bancas de produtos gourmet e o sanduíche de mortadela. Mas o interiorano mostra mais trunfos: fica aberto até altas horas e, no almoço de domingo, tem chorinho ao vivo. O ritmo, também é tocado aos domingos pela manhã no Museu do Café (Avenida do Café, 3633-1986), um programa clássico local.

Ribeirão Preto é hoje o segundo pólo gastronômico do estado. São três as casas estreladas pelo Guia Brasil – Campinas, como comparação, não tem nenhuma. O português Adega Leone (Rua Eliseu Guilherme, 340, 3635-3299; Cc: D, M) e o italiano La Cucina di Tullio Santini (Avenida Antônio Diederichsen, 485, 3623-6361; Cc: A, D, M, V; Cd: todos) têm uma estrela; o francês La Pyramide (Rua Marcondes Salgado, 1525, 3610-9121), que só abre para devaneio de 18 pessoas por noite, duas. Para beber, o Pinguim (Rua General Osório, 389, 3610-8258, www.pinguimochopp.com.br; Cc: A, D, M, V; Cd: todos), em frente à praça principal, ainda é obrigatório para os turistas, já que, todo ano, cerca de 1 milhão de pessoas pedem o chope Antártica com colarinho cremoso servido ali. Mas, para o bom cervejeiro, a cidade tem coisa melhor. Como o Cervejarium (Avenida Independência, 3242, 3911-4949; Cc: M; Cd: M, R), que pertence à premiada cervejaria artesanal Colorado, cuja fábrica, aliás, também pode ser visitada. Ou o pub Vila Dionísio (Rua Eliseu Guilherme, 567, 3610-7416), com uma carta de 200 rótulos de cerveja.

Se tiver um conhecido ribeirão-pretano, brinque com ele dizendo que duas das principais atrações locais ficam nas vizinhas Brodósqui (a 30 quilômetros) e Batatais (a 45). Brodósqui abriga o lar em que Cândido Portinari, principal pintor modernista do Brasil, passou a infância e a adolescência. Transformada no Museu Casa de Portinari (Praça Cândido Portinari, 298, 3664-4284, www.casadeportinari.com.br), a residência reúne afrescos, objetos familiares e o ateliê do pintor. No quintal, a Capela da Nonna tem nas paredes figuras bíblicas com o rosto de seus familiares. Já em Batatais, a Matriz de Bom Jesus da Cana Verde (Praça Cônego Joaquim Alves, 3761-2489) tem a via-sacra pintada por ele.

Rápidas

– A Sorveteria do Geraldo (Avenida Saudade, 901, 3961-1681) é, para o ribeirão-pretano, tão cartão-postal quanto o Pinguim. Seu Geraldo está no ramo há 45 anos e diz jamais usar essências. Peça uma casquinha de figo ou melancia para tirar a prova. A mais barata, com 400 gramas, custa 11 reais.

– O melhor suvenir da cidade é um potinho de biscoitos Santa Farina (Rua Platina, 94, 3916-4683). A marca, que abastecia os clientes da Daslu, agora está em Ribeirão. Os biscoitos de aveia e de maracujá valem a viagem.

– O Carnabeirão (www.carnabeirao.com.br), neste ano de 9 a 11 de abril, é a maior micareta paulista. Entre as atrações, Banda Eva, Chiclete com Banana e Ivete Sangalo.

– Inaugurado no fim de 2009, o hotel Garden (Avenida Maurílio Biagi, 2727, 3516-1300, www.gardenhotelrp.com.br; diárias desde R$ 160; Cc: todos; Cd: todos), é novíssimo. Mais barato, o Arco (Avenida Maurílio Biagi, 2885, 3917-2000, www.arcohotel.com.br; diárias desde R$ 90; Cc: D, M, V; Cd: todos), de 2007, emula o “conceito” do Easy Hotel – o hotel de apartamentos minúsculos da rede inglesa Easy.

 

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