Becos de cidades na Europa têm grafites que brilham no escuro

A ideia do "Projeto Harreman" é estampar e aproveitar lugares que seriam escuros e assustadores à noite com arte urbana

Por Julia Latorre 20 fev 2017, 19h01

Enquanto parte dos grafites do maior mural de arte da América Latina, a Avenida 23 de Maio, em São Paulo, foi coberta de tinta cinza, espaços públicos de algumas cidades na Europa são agraciados com grafites que se transformam à noite: são coloridos com tinta fosforescente e brilham no escuro. O projeto se chama “Harreman” e é encabeçado pelo Reskate Studio, um coletivo de Barcelona.

'Unawareness' Process from Javier de Riba on Vimeo.

María López e Javier de Riba são os idealizadores e realizadores do projeto que já está em curso há dois anos e embeleza espaços estratégicos das cidades de Viena, Timisoara e Zaragoza. A ideia é que os desenhos possam ser interpretados 24 horas por dia. De uma forma que quando é dia se pode observar um grande desenho em branco. Enquanto a escuridão da noite faz a luz fosforescente revelar figuras menores dentro dessas ilustrações grandes. 

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Reprodução/reskatestudio
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“Hunger” (tradução: “fome”) é o título dessa intervenção em Zaragoza, na Espanha Reprodução/reskatestudio
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A  intervenção do pão que esconde uma faca (em Zaragoza), representa a capacidade de acabar com a fome que a atual geração tem. É assim que além de embelezar os espaços e instigar a interpretação do elemento surpresa que é revelado ao cair da noite, os artistas também têm o objetivo que transeuntes interajam nesse parte da cidade que poderia ser apenas mais um beco escuro e assustador.

Reskate at FISART 2015 from Bali Green on Vimeo.

Dá para dizer que grafite não é arte? 

 

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