Governo federal vai privatizar 14 aeroportos em 2017

Depois de anunciar o leilão de quatro aeroportos brasileiros, o governo federal acaba de aumentar a lista. Aos terminais de Florianópolis, Fortaleza, Porto Alegre e Salvador – que serão vendidos pelo total de 6,5 bilhões de reais – se juntam os de mais 10 cidades: Belém, Cuiabá, Curitiba, Foz do Iguaçu, Goiânia, Maceió, Manaus, Recife, São Luís e Vitória.

Nas mãos da Empresa Brasileira de Estrutura Aeroportuária (Infraero) devem restar apenas as unidades de médio porte, como Campo Grande, João Pessoa, Navegantes, Aracaju, Teresina, Uberlândia e Londrina. Os pequenos passarão a ficar no guarda-chuva das prefeituras e também podem ser vendidos. Os que já estavam na lista terão edital aberto no primeiro trimestre do ano que vem, enquanto os anunciados nesta semana entram no segundo trimestre.

O atual governo mudou várias regras no modelo de concessão dos aeroportos e ferrovias do país. A principal medida é a retirada da Infraero do papel de sócia obrigatória dos consórcios. Nos leilões feitos durante o governo de Dilma, a Infraero era sócia obrigatória das concessões, com uma participação de 49%.

Mesmo com a mudança drástica, os aeroportos de Congonhas, em São Paulo, e Santos Dumont, no Rio de Janeiro, podem ser mantidos sob a administração da estatal, pois são considerados pelo governo como estratégicos e de grande fluxo.

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Conforme o Ministério dos Transportes, um dos principais objetivos da medida é colocar as contas da Infraero no azul. Em 2014, o governo anunciou a cobertura de um rombo de 500 milhões de reais na empresa. Para 2017, calcula-se que, com as privatizações, que 110 milhões de reais deve entrar em caixa. Mesmo assim, a avaliação é de que não haverá capital para investir em melhorias de infraestrutura.

Medida poderá causar demissões na Infraero (Foto: Sara Tae Yamazki, no Flickr)

Medida poderá causar demissões na Infraero (Foto: Sara Tae Yamazki, no Flickr)

A Infraero tem andado no prejuízo desde as privatizações de outros terminais, como Viracopos, Galeão e Guarulhos. Segundo dados da própria estatal, um prejuízo de 2,6 bilhões foi contabilizado em 2013. Em 2014, o negativo ficou nos 2 bilhões, mas no ano passado chegou a 3 bilhões.

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