Gastronomia: Parrilla versus pescados

Uma tem a cozinha abastecida pelo gado gorduroso dos Pampas; a outra, pelos frutos do mar do Pacífico. “Buenos Aires e Santiago baseiam suas culinárias em matérias-primas de ótima qualidade, processadas sem rebuscamentos”, diz o crítico Josimar Melo, da Folha de S.Paulo. Assadas na parrilla, as suculentas carnes portenhas – bife de chorizo, ojo de bife, tapa de cuadril – não costumam levar mais do que sal e o acompanhamento de molhos e chutneys. Em lugares como o Don Julio (5411/4831-9564), o El Obrero (bodegonelobrero.com.ar) e o La Cabrera (parrillalacabrera.com.ar), os cortes são altos, macios e não custam mais de R$ 35.

Na capital chilena, peixes, mariscos e crustáceos chegam à mesa com muito frescor e pouco ou nenhum cozimento. O Aquí Está Coco (aquiestacoco.cl), o Miraolas (miraolas.cl) e os restaurantes do Mercado Central preparam boa variedade desses pescados – não deixe de provar a centolla, espécie de caranguejo gigante que custa cerca de R$ 54 no Miraolas. No desempate, Buenos Aires vence por uma pouco olímpica razão: nós adoramos churrasco!

Acostumados ao jet-set latino, muitos brasileiros viajam às capitais vizinhas mais interessados na cozinha internacional do que na típica. Santiago e Buenos Aires não têm representantes no comentado ranking da revista Restaurant (a que coloca o D.O.M. no quarto lugar), mas contam com filiais de casas badaladas, como os peruanos Astrid & Gastón (astridygaston.com), Osaka (osaka.com.pe) e, somente em Santiago, La Mar (lamarcebicheria.com).

Entre os menus contemporâneos, os portenhos El Baqueano (restoelbaqueano.com) e Casa Cruz (casacruz-restaurant.com) travam boa disputa com os santiaguinos Boragó (bo rago.cl), Puerto Fuy (puertofuy.cl) e Arola (arolasantiago.cl), aberto em 2011. Dentre as mesas mais tradicionais, a balança pende para Buenos Aires pela competência do Tomo I (tomo1.com.ar) e do Oviedo (oviedoresto.com.ar), especializado em pescados. “Há mais oferta de bons restaurantes em Buenos Aires, até porque é uma cidade maior”, diz Josimar Melo. “Dá para passar o fim de semana todo comendo bem em lugares cosmopolitas, sem parrillas”, completa.

E a vencedora é: Buenos Aires

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