E o IOF subiu de novo

IOF subiu: governo aumenta alíquota do imposto para tentar frear o consumo com cartão de crédito no exterior. Mas isso não deve mudar muita coisa

Por Nadia Lapa (edição) Atualizado em 14 dez 2016, 11h57 - Publicado em 17 set 2011, 19h59

Na tentativa de frear o consumo dos brasileiros lá fora, o governo aumentou novamente a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras, o famigerado IOF, de 2,38% para 6,38%. A nova alíquota vale apenas para compras com cartão de crédito feitas no exterior ou pagamentos on-line para empresas estrangeiras.

Restringir o consumo em viagens é um objetivo difícil de ser alcançado. Eletrônicos, brinquedos e cosméticos, entre tantos outros produtos, saem bem mais barato lá fora que no Brasil. O IOF mais alto não muda esse cenário.

Se der certo, a balança de entrada e saída de recursos vai ficar mais equilibrada. Em fevereiro, os estrangeiros deixaram US$ 572 milhões no Brasil – US$ 761 milhões a menos que os nossos gastos no exterior. Nos primeiros dois meses deste ano, segundo o Banco Central, as despesas dos brasileiros bateram recordes: US$ 3,07 bilhões. Em todo o ano de 2010, deixamos US$ 16,4 bilhões no exterior, 70% disso com cartão de crédito. Somos hoje os turistas que mais consomem nos Estados Unidos. Também abrimos bem a carteira na Argentina: o gasto diário médio por lá em dezembro passado foi de US$ 164,50, enquanto a média dos demais turistas foi de US$ 95,50.

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