Confissões de…Uma atendente de central turística

Nossa atendente secreta é pós-graduada em turismo e trabalha num centro de informações turísticas de São Paulo há cinco meses

“De onde dá para ver o Cristo?”

Não são raros os turistas que chegam a São Paulo e fazem esse tipo de pergunta. Eles não têm a menor noção de como nosso país é grande.

A comunicação é sempre difícil.

Um chinês, que mal falava inglês, apareceu e ficou apontando para um mapa-mundi. Com muito custo ele escreveu a palavra “Marabá”. Pensei que ele queria ir ao Hotel ou Cine Marabá, mas pelos gestos ele mostrou que o plano era sair de táxi de Guarulhos e ir até o Pará!

E tem o chequinho.

Muitos brasileiros que viajam pela primeira vez, perguntam onde devem assinar o “chequinho”. É como eles entendem o termo check-in. Nomes de companhias aéreas também se transformam. Webjet, por exemplo, já virou Objeto. Então alguém pode vir aqui e perguntar: “Moça, onde eu faço o chequinho do objeto?”

Às vezes dá vontade de se fazer de desentendida.

E de fingir que não compreendemos a mistura de línguas e gestos dos “apressadinhos”. Os brasileiros são especialistas em atropelar o atendimento alheio e quase sempre vão saindo antes mesmo de terminarmos a explicação.

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