Como é ver um jogo no estádio do St. Pauli, em Hamburgo, Alemanha

Por Da Redação Atualizado em 22 fev 2017, 08h13 - Publicado em 1 set 2016, 11h31

Em Hamburgo, o estádio do St. Pauli é uma balada, ao som de AC/DC e com cerveja enquanto a bola rola

O jogo entre o St. Pauli e o Munique 1860, pela segunda divisão do Campeonato Alemão 2013, estava marcado para a 1 da tarde daquele típico sábado hamburguês. A chuvinha pentelha reduzia a sensação térmica de 8 graus para uns 2. Mas não haveria tempestade que tirasse a animação de Torbinho, meu sobrinho de 5 anos. Na companhia deste tio brasileiro e de Gerry, seu pai e meu cunha, iria assistir à partida no próprio Millerntorn, o estádio do St. Pauli.

Clube fundado em 1910 e de raríssimas conquistas, o St. Pauli não fazia boa campanha e estava ameaçado de cair para a terceira divisão. O adversário era um dos candidatos ao título. Ainda assim, 28 892 ingressos, de um total de 29 063 disponíveis, haviam sido vendidos.

O Millerntor fica encarapitado no coração de St. Pauli, o bairro boêmio de Hamburgo, ao lado da Reeperbahn, a rua dos bares, cabarés e do finado The Top Ten Club, onde os Beatles moraram e tocaram cerca de 90 noites entre março e julho de 1961. No verão de 2008 eu havia assistido à minha primeira partida ali, um 2 x 2 contra o Osnabruck, logo após a inauguração da nova arquibancada sul, financiada em boa parte com recursos doados pela torcida.

Cada jogo no Millerntor é uma balada e começa ao som de AC/DC: no que o time se prepara para entrar em campo, os alto-falantes do estádio entoam os primeiros acordes de Hells Bells. A cada gol marcado pela equipe, eles ecoam Song 2, do Blur – aquela do U-huuul! E Millerntor é o único estádio alemão no qual é possível beber cerveja na arquibancada, enquanto rola a bola. Nos demais, só no intervalo e no bar.

De volta a 2013, enfiamos 3 x 1 no Munique 1860. Em 2014, o St. Pauli vem fazendo uma campanha razoável, mantendo-se entre os dez primeiros da Série B. Neste mês, o time encara o Union Berlin. Estaremos lá, Torbinho, Gerry e eu.

Miguel-Icassatti-Viagem-e-TurismoMIGUEL ICASSATTI avisa o cunha e o sobrinho que neste mês estará de volta a Millerntorn (foto: Jonas Tucci)

Texto publicado na edição 221 da revista Viagem e Turismo (março/2014)

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