China out of the box

Em prisão domiciliar desde 2011, o cultuado artista Ai Weiwei ganha primeira mostra individual no Brasil

Por Fernando Souza (edição) Atualizado em 16 dez 2016, 00h30 - Publicado em 6 fev 2013, 00h00

Com uma produção diversa, o arquiteto, designer, fotógrafo, artista e ativista Ai Weiwei é o nome chinês das artes há algum tempo. Mesmo em prisão domiciliar, ele desafia as autoridades com ações nas redes sociais e exposições de obras transgressoras mundo afora. De 7 de fevereiro a 14 de abril, no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo, a primeira individual do artista no Brasil trará uma retrospectiva de sua produção fotográfica, com direito à cena em que a esposa Lu Qing mostra a calcinha em plena Praça da Paz Celestial. Veja onde há mais Weiwei:

  • CIRCLE OF ANIMALS As 12 cabeças de animais do zodíaco chinês estiveram na Bienal de São Paulo em 2010. De 3 de março a 3 de junho, vão adornar o Hermann Park (hermann park.org), em Houston, no Texas.
  • NINHO DE PÁSSARO A principal obra das Olimpíadas de Pequim esconde um paradoxo: como o ativista pode se envolver em um projeto tão claramente oficialista?
  • SUNFLOWER SEEDS Em 2010, 100 milhões de sementes de girassol de porcelana forraram o Turbine Hall, no Tate Modern (tate.org.uk), em Londres. Weiwei empregou 1 600 artesãos chineses para “fabricar” a obra, hoje na reserva do Tate.
  • GALLERIA CONTINUA A galeria de San Gimignano (galleriacontinua.com), em Siena, na Itália, tem grande exposição dedicada a Weiwei até 16 de fevereiro. Há obras como as 760 bicicletas empilhadas de Stacked e fotos de nudez que o governo chinês considerou “pornografia”.
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