Centro Histórico de Paraty: um roteiro pelas ruazinhas coloniais

Igrejas barrocas, restaurantes, lojinhas, ateliês e inúmeras pedras estão no caminho de quem explora o charmoso centrinho

Por Fernando Leite | Atualizada em 29/03/2015 Atualizado em 16 dez 2016, 08h39 - Publicado em 25 Maio 2012, 19h52

A influência maçônica exibe todo seu viço no Centro Histórico paratiense: os 33 quarteirões, as ruas levemente entortadas, algumas esquinas com três pilares de pedra lavrada e as casas pintadas em branco e azul são referências comprovadas da presença da fraternal sociedade. Como veículos motorizados não são bem-vindos nesses quarteirões, o jeito é calçar um tênis bem confortável – chinelo e sandalinhas são péssimas ideias – e encarar o famoso calçamento pé de moleque de Paraty, oriundo das pedras extraídas das cachoeiras ao redor. Igrejas barrocas sem a opulência encontrada nas similares mineiras, lojinhas de artesanato e cachaça, ateliês de artistas que por lá fincaram moradia, restaurantes e cafés transados e muita gente boa de papo estão no caminho dos andarilhos.Dedique a manhã e o início da tarde para curtir praia e passear de barco – as lojas do Centro Histórico costumam abrir somente após o almoço. Deixe o carro no estacionamento da Praça da Matriz e inicie o tour visitando justamente a Igreja Matriz de Nossa Senhora dos Remédios, construída em 1873 e palco principal das celebrações da Semana Santa e da Festa do Divino.Atrás da igreja, na Rua do Comércio, o francês Patrick Allien é um dos estrangeiros que adotaram a cidade. Em seu ateliê, Patrick mostra seu amor incondicional nas gravuras e heliogravuras inspiradas em cenas paratienses. Seguindo pela Rua do Comércio, torça para logo encontrar o carrinho recheado de doces preparados momentos antes. Na esquina com a Rua da Lapa, dois bons lugares para comprar cachaça: Escritório da Cachaça e Armazém da Cachaça. Vire à esquerda na próxima rua, a Santa Rita, seguindo até o final para encontrar a Igreja de Santa Rita, famosa externamente por ser o grande cartão-postal da cidade (quem nunca viu aquela foto com a igreja na frente da Serra do Mar). Atenção: em época de lua cheia, a maré alaga esse trecho, assim como partes das ruas da Praia e Aurora.Uma paradinha no cais para namorar as coloridas embarcações, antes de se embriagar com a profusão de ateliês no quadrilátero formado pelas ruas Santa Rita, Dona Geralda, da Lapa e da Praia. Siga por mais duas quadras na Rua Dona Geralda, até encontrar a Casa da Cultura, na esquina com a Rua Dr. Samuel Costa. As influências maçônicas são muito presentes na construção, que exibe uma exposição em vídeo com histórias dos moradores.Cansou das torcidas de pé no calçamento irregular e ainda bateu uma vontade de forrar o estômago? Se a fome for intensa, vale a pena provar uma das criativas receitas de peixes que a chef Ana Bueno prepara no Restaurante Banana da Terra. Os menos famintos se satisfazem com um café com cachaça e geleia de gengibre acompanhado do manuê de bacia (um bolo feito com melado de cana) servidos no Café Pingado. As duas casas ficam na R. Dr. Samuel Costa, mesmo logradouro do Empório da Cachaça, outra boa loja para adquirir aguardentes da região e ainda visitar um museu com 5 mil rótulos da “marvada”.

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