Carnaval de Barranquilla, na Colômbia, é patrimônio da Unesco

A festa colombiana declarada pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade celebra os 200 anos da cidade

Por Fábio Paschoal Atualizado em 16 dez 2016, 08h10 - Publicado em 15 jan 2013, 15h13

O Carnaval de Barranquilla, na Colômbia, foi declarado pela Unesco Obra Mestra do Patrimônio Oral e Intangível da Humanidade. A festa é uma manifestação que mistura elementos das culturas europeia, africana e indígena e, neste ano, celebra os 200 anos da cidade – com personagens, danças e carros alegóricos – de 9 a 12 de fevereiro.A Batalha das Flores, um desfile de carros alegóricos, grupos de dança e foliões fantasiados, marca o início do evento. Marimondas – personagens típicos do Carnaval de Barranquilla que vestem um capuz com um longo nariz e grandes orelhas –, gigantonas e anões cabeçudos dividem as ruas com o Rei Momo, Maria Moñitas e o Homem Caimán. A principal atração é a Carruagem da Rainha que chega para jogar flores ao público, acompanhada de uma grande corte de príncipes e princesas.No domingo, 10 de fevereiro, o ponto alto é a Grande Parada protagonizado pelas populares danças da garatuja (que simboliza o triunfo da vida sobre a morte) e da cúmbia (que simula o galanteio de um casal ao som de tambores e flautas).A celebração segue com o Festival de Danças Especiais, o Festival de Orquestras, o Encontro de Comediantes, entre outras atrações, e se encerra na terça-feira, 12 de fevereiro, com o Enterro de Joselito Carnaval, um dos personagens mais simbólicos do Carnaval de Barranquilla. Ele representa a alegria, mas morre após quatro dias de intensa festa. Seu corpo é chorado e sepultado pelas viúvas alegres que partilharam os dias de folia com ele.HistóriaForam os espanhóis que trouxeram as celebrações católicas da Europa para as colônias colombianas. Índios e africanos escravizados aproveitavam para celebrar seus deuses na mesma data, com manifestações de agradecimento, danças folclóricas e paródias dos usos e costumes dos espanhóis.As concepções espirituais trazidas por estas celebrações eram orientadas por práticas religiosas, baseadas na conexão com vidas passadas e com uma atmosfera de ritual que não era bem vista pelos católicos.O clero espanhol impôs suas próprias festas religiosas sobre indígenas e negros que reinventaram suas crenças, seus deuses e seus rituais, misturando suas culturas e costumes ancestrais às praticas católicas, especialmente na celebração do Carnaval. Nascia assim o Carnaval de Barranquilla.

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