A vez de Montevidéu – Onde é melhor

Montevidéu: hotéis, restaurantes, passeios, compras e baladas

Ficar

Como Montevidéu é uma cidade relativamente pequena, não é essencial escolher o hotel pelo bairro. De ponta a ponta a rambla tem apenas 22 km de extensão, razão pela qual se pode atravessar a cidade de táxi em trajetos de 15 ou 20 minutos. Para ficar em plena Ciudad Vieja, o melhor é o Plaza Fuerte Montevideo (Bartolomé Mitre, 1361, 915-6651, www.plazafuerte.com; diárias desde US$ 88; Cc: A, D, M, V), um edifício que pertence ao patrimônio histórico da cidade e que foi reformado dois anos atrás, mantendo a fachada e a estrutura originais. Tem wi-fi e algumas suítes dúplex. Na Plaza Independencia, o Radisson Montevideo Plaza (no 759, 902-0111, www.radisson.com/montevideouy; diárias desde US$ 240; Cc: A, D, M, V) foi o primeiro hotel cinco-estrelas na capital. Clássico e elegante, tem grande piscina fechada, com vista até o porto. Para sentir mais a vida de um bairro residencial, escolha o Regency Golf Hotel Urbano (Solano Garcia, 2473, 710-4444, www.regencygolf.com.uy; diárias desde US$ 116; Cc: A, M, V), perto do Punta Carretas Shopping e a poucas quadras da rambla. Tem 65 quartos, todos com wi-fi, TVs com tela de LCD, fitness center com hidromassagem e sauna.

Comer

O pilar básico da oferta gastronômica uruguaia é a parrilla. O lugar por excelência, o Mercado del Puerto (Piedras, 237, 12h/17h), prólogo de um passeio transformado em cerimônia, que costuma começar no balcão de Roldó’s (915-1520; Cc: M, V), com um copinho ou dois de medio y medio (uma mistura de vinho branco seco e moscato espumante doce; US$ 2). Feito o ritual, vamos ao pequeno manual da parrilla: tira de asado (costela), vacío (fraldão) e pulpón (fraldinha) são os cortes de carne mais tradicionais. Para acompanhar, saladas bastante completas, além de miúdos como chorizo (linguiça mista de carne bovina e suína), morcilla (embutido de sangue de porco), molleja (glândula de boi) – devidamente embebidos em limão e sal –, choto e chinchulines. Sobre estes dois últimos, não convém perguntar o que são, mas provar vale a pena. El Palenque (917-0190, www.elpalenque.com.uy; 12h/17h; Cc: A, D, M, V) é o melhor restaurante do mercado. Serve também bons pratos de cozinha espanhola, como polvo à galega (US$ 30). O L’Amitie (915-9538; 11h/17h; Cc: D, M, V) é uma alternativa. Além dos cortes tradicionais, você encontra carnes raras, como a de javali (US$ 12) e a de coelho (US$ 12), ambas assadas à perfeição. Fora do mercado e do centro, uma boa parrilla é servida no 62 Bar (Miguel Barreiro, 3301, 707-3022, www.62bar.com; 2ª/sáb 21/h/1h, dom 9h/17h; Cc: A, D, M, V). Um bom prato de bife de chorizo, com um interessante molho de tannat, acompanhado de batatas-doces e cogumelos, sai por US$ 15. Como prato de comida rápida, o chivito, a maior contribuição uruguaia à história mundial do sanduíche, é imbatível. As versões são muitas, quase sempre compostas de um filé bem fininho, presunto, queijo derretido, bacon bem crocante, alface, tomate e maionese entre duas fatias de pão. Fritas acompanham. Um chivito memorável (o canadiense; US$ 8) é o do Bar Hispano (San José, 1050, 900-4596; 7h/2h; Cc: D, M, V). Existente há mais de 30 anos, é o lar de Sérgio, que, apesar de seu quase eterno mau humor, prepara também as melhores pizzas. A pizza típica uruguaia é de massa e borda grossas. Pode vir coberta de queijo fundido – e nesse caso se chama muzarella. Se a mesma massa tem por cima cebola gratinada e um toque de orégano, então falamos de figazza. Mas talvez a estrela maior seja o fainá, prato humilde e popular feito à base de farinha de grão-de-bico, assado no forno a lenha e servido em fatias. Para encerrar, dois achados que requerem reserva. O Estrecho (Sarandí, 460, 915-6107; 2ª/6ª 12h/16h) é composto de apenas um balcão comprido e 22 banquinhos, domínio de Benedicte, chef francesa que tem dado novos ares à gastronomia local. No Isla de Flores (Isla de Flores, 1900, 410-5188; 2ª/sáb 20h30/0h), dois jovens cozinheiros propõe receitas de comfort food, com sabores precisos, percebidos nas carnes de cozimento lento como a de cordeiro (US$ 24).

Passear e comprar

Vale a pena começar pela Plaza Independencia, onde a Porta da Ciudadela (parte de uma antiga muralha, de 1742) marca o início do calçadão da Sarandí, ideal para um passeio tranquilo pela Ciudad Vieja. Pouco mais adiante, a livraria Puro Verso (no 675, 915-2589, www.libreriapuroverso.com; 2ª/sáb 9h/20h; Cc: A, D, M, V), localizada em um edifício construído em 1917, tem um agradável café no 1º andar, onde costumam se apresentar artistas locais. Na rua paralela está a simpática Tiempo Funky (Bacacay, 1307, 916-8721; 2ª/6ª 11h/20h, sáb 11h/16h; Cc: M, V), boa para presentinhos. Continuando a caminhada, a poucos quarteirões você encontra La Pasionaria Universo Creativo (Reconquista, 587, 915-6852, www.lapasionaria.com.uy), que inclui lojinha de design, livraria, sala de exposições e um pequeno restaurante. Aos sábados, as possibilidades se multiplicam no mercado de pulgas da Plaza Matriz, que funciona até as 16h. Mas a verdadeira rainha das feiras é a Tristán Narvaja (esquina com a Avenida 18 de Julio), aos domingos, das 10h até o começo da tarde. A feira se espalha por mais de dez transversais da rua, com barraquinhas que vendem de frutas e verduras a todo tipo de antiguidades, passando por discos de vinil, selos, moedas, bichos de estimação e até aves vivas. Quanto mais distante da 18 de Julio, maior a chance de você encontrar objetos inusitados, como dentaduras ou hélices de avião. Nos arredores do Parque Rodó, parque de diversões construído nos anos 1930, está o Museu Nacional de Artes Visuais (Tomás Giribaldi esquina com a Julio Herrera y Reissig, 711-6054; 3ª/dom 14h/19h), onde costumam haver exposições retrospectivas dos maiores artistas plásticos do país, como Torres García, Gurvich e Barradas.

Agitar

A alma do La Ronda (Ciudadela, 1182; 3ª/dom 19h/2h) transborda: dentro dele não cabem mais que 20 pessoas. O agito se estende à calçada, faça frio ou calor. Lá é possível encontrar uma mistura interessante de personagens da cidade. Mais que os drinques, os protagonistas da noite são as conversas e a boa música (o dono é fã de Dylan, Elliot Smith e outras rarezas). Se tiver fome, peça um masticable (wraps de frango, carne ou verduras; US$ 6). Atravessando a rua, você chega ao Bar Fun Fun (Ciudadela, 1229, 915-8005, www.barfunfun.com), lugar-comum do tango em Montevidéu, mas não por isso menos interessante. No World Trade Center estão a danceteria Lotus (www.lotus.com.uy; 5ª/sáb 0h/6h), sede oficial da música eletrônica, e o bar Walrus (628-0593; 2ª/5ª 9h/1h, 6ª 9h/2h, sáb 12h/15h30 e 20h/2h; Cc: A, M, V), bom para antes e depois da balada. Ali pertinho, o Burlesque (Luis Alberto de Herrera, 1136, 623-2808; 19h/3h; Cc: M, V) é o único bar especializado em cervejas. Serve bons pratos mexicanos, como tacos de frango ou carne (US$ 9,50). Para algo casual, escolha El Living (Juan Paullier, 1050; 4ª/dom 21h/5h), numa esquina de um bairro tranquilo. Pelas poucas mesas (algumas na calçada) passa um público jovem e eclético, que curte uma tertúlia.

*O DDI do Uruguai é 598 e o DDD de Montevidéu é 2

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