A parada como destino

Atrações e lugares em cinco cidades do mundo para você ter muito o que fazer enquanto seu avião não levanta voo

Escolher um voo com conexão demorada não é muito usual entre os viajantes. Mas, com a oferta cada vez maior de companhias e horários, isso passou a ser quase um imperativo. Voos pela Avianca para Miami, por exemplo, costumam ter preços muito melhores que os de alguns diretos da TAM e das companhias americanas. Mas exigem algumas horas em Bogotá – e isso pode ser muito bom. A VT selecionou cinco destinos usuais de conexão e montou roteiros para fazer contra o relógio. Esse tempo pode ser maior, já que você pode pedir um stopover, ou seja, uma parada de mais de 24 horas, à companhia. Às vezes isso sai de graça.

FRANKFURT, ALEMANHA

Pit-stop da… Lufthansa: Nem sempre o stopover é permitido – dependendo do tipo de passagem, cobra-se uma taxa de US$ 75 de quem quiser estender a estada na cidade.

Fugindo do aeroporto: A maneira mais rápida de chegar ao centro é de trem; são apenas 15 minutos de viagem. Siga até o Terminal 1 e tome o trem S-Bahn (€ 6,50) em direção à estação de Hauphtbahnhof.

Direto ao ponto: Um dos cartões-postais é a Römerberg, praça medieval que fica no centro de Altstadt, a “cidade velha”. Rodeada por construções neogóticas, parece um oásis em meio a uma floresta de arranha-céus. Frankfurt tem mais de 50 museus, e o melhor deles é o Instituto de Arte Städel (€ 14), com obras de impressionistas como Claude Monet, Pierre-Auguste Renoir e pintores mais antigos. É também a terra natal de Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832), o mais famoso poeta alemão, e a casa em que ele nasceu, a Goethehaus (€ 5), está aberta à visitação desde 1863. O local original, na verdade, foi destruído durante a Segunda Guerra Mundial, mas foi reconstruído nos mínimos detalhes. Nela há móveis originais e vários manuscritos do poeta.

A mesa: O Solberfäss’je tem pratos como Eisbein (joelho de porco) e Rouladens (carne com batata e repolho roxo).

A cama: Próximo a estação de trem, o Fleming’s Hotel (diárias desde € 135) tem quartos confortáveis com móveis modernos e janelões.

CIDADE DO PANAMÁ, PANAMÁ

Pit-stop da… Copa Airlines: o passageiro precisa avisar sobre o stopover no momento da compra, pois há a cobrança da taxa de embarque do governo do Panamá (US$ 40).

Fugindo do aeroporto: o terminal de Tocumen fica a 25 quilometros de distancia do centro da cidade. Não tem jeito: vá de taxi. A corrida custa cerca de US$ 25 – há opção de taxi compartilhado, cuja tarifa sai por US$ 15.

Direto ao ponto: Muita gente acaba nem saindo do aeroporto por causa do megadutyfree ali instalado – e com preços bem atraentes. Mas a cidade, com construções coloniais, vale ser explorada. Comece pelo ponto mais famoso do país: o Canal do Panamá. No Centro de Visitantes de Miraflores(desde US$ 5), há um terraço para observação. Daquele ponto é possível ver um conjunto de eclusas que “corrige” o desnível das aguas e permite a navegação entre os oceanos Atlântico e Pacifico. De lá e hora de explorar a Cidade Velha, o Casco Viejo, Patrimônio Cultural da Unesco, região que guarda o passado colonial panamenho, com suas ruinas e seus antigos prédios coloridos. Por ali estão atrações importantes, como a Catedral Metropolitana, o Teatro Nacional e o Museo del Canal Interoceânico (US$ 2). Se ainda sobrar um tempinho, alugue uma bike e pedale pela orla da Amador Causeway, imenso calçadão que conecta a cidade com quatro ilhotas da costa do Pacífico. Em setembro deverá funcionar ali o Biomuseo, prédio projetado pelo arquiteto americano Frank Gehry com material não utilizado nas obras do Canal e que ira exibir a biodiversidade do Panamá.

A mesa: para comer os melhores frutos do mar da cidade com preços bem amigos, não tem erro: siga para o Restaurante Mercado del Marisco (507/262-8879), localizado dentro do mercado de peixe da capital. O prato principal é o ceviche (de corvina, na maioria das vezes). Nas barraquinhas, da para comprar a iguaria no copo, que e uma espécie de embalagem “para viagem”.

A cama: o recém-inaugurado Trump Ocean Club (diárias desde US$ 230), da rede do magnata americano Donald Trump, tem um que do Burj al Arab, de Dubai. O hotel, em forma de vela, tem 70 andares, 369 quartos e uma piscina de quase 1000 metros quadrados e praia privativa.

BOGOTÁ, COLÔMBIA

Pit-stop da… Avianca: O stopover costuma ser autorizado, porém é preciso pagar as taxas de embarque do aeroporto colombiano no momento da compra da passagem.

Fugindo do aeroporto: Não perca tempo e pegue um táxi para vencer os 17 quilômetros de distância até o centro. A corrida, com duração de cerca de 30 minutos, custa aproximadamente R$ 20.

Direto ao ponto: O programa obrigatório é ver La Candelaria, centro histórico que reúne as principais atrações da cidade. Ali dá para fazer tudo a pé. É possível conhecer o que há de mais bacana em cinco horas de passeio. Uma das atrações mais famosas da cidade, o Museo del Oro(RS$ 3) reúne cerca de 35 mil peças de povos pré-hispânicos – alguns exemplares chegam a ter 2 mil anos. Na Casa de la Moneda, a história da Colômbia é contada por meio das moedas e notas que já circularam no país. Com entrada gratuita, o Museo Botero exibe obras doadas por Fernando Botero, superstar colombiano, o pintor dos “gordinhos”. Botero não está sozinho ali. Há ainda telas de artistas como Renoir e Dalí. O centro histórico, com suas ladeiras espremidas entre imponentes edificações coloniais, é uma atração por si só. Vale explorar também a Plaza del Chorro de Quevedo, cuja fonte é rodeada por casinhas de paredes brancas, portas verdes e tetos de barro, e a Iglesia La Candelaria, construída entre 1686 e 1703. A cerca de 2 quilômetros dali está outro passeio muito recomendável, o bondinho que leva ao topo do Cerro de Monserrate. Do alto de seus 3 160 metros de altitude, Bogotá parecerá só sua.

Uma mesa: Um dos restaurantes mais famosos da capital colombiana é o Casa San Isidro, cujo carro-chefe é a lagosta. Peça o prato em que o crustáceo vem grelhado e com ervas finas (R$ 95). E, antes de voltar ao aeroporto, prove um dos melhores cafés da Colômbia no Juan Valdez Café, que vende o cafezinho puro – chamado de “tinto” – e outras inúmeras combinações, além do pó ensacado para levar como suvenir.

Uma cama: A pedida é a Casa de la Botica (diárias desde US$ 150), um casarão com arquitetura colonial espanhola, pertinho do Museo Botero.

JOHANNESBURGO, ÁFRICA DO SUL

Pit-stop da… South African Airways: Para garantir o stopover, gratuito, basta avisar, na compra da passagem, de quantos dias será a parada na cidade.

Fugindo do aeroporto: O novíssimo Gautrain, trem de alta velocidade, liga em 20 minutos o aeroporto ao bairro de Sandton. A passagem custa cerca de US$ 15.

Direto ao ponto: Com atrações espalhadas e algumas regiões nada seguras, vale a pena contratar um tour local. A Soweto Tours tem um roteiro que combina passeios em Johannesburgo e em Soweto, a imensa township (favela), que foi um dos pontos da resistência contra o regime do apartheid. Passa por locais como o Constitutional Hill e a Mandela House(US$ 5), local onde Nelson Mandela morou, no Soweto. Próximo dali, não deixe de incluir uma visita ao impactante Apartheid Museum (US$ 5), com rico acervo sobre o regime segregacionista, e ao FNB Stadium (US$ 10 o tour guiado), o moderno estádio conhecido como Soccer City, reconstruído para a Copa de 2010.

A mesa: Em Soweto, o Wandie’s Place tornou-se uma espécie de embaixador do bairro. No bufê, pratos locais, como abóbora cozida, creme de milho e cordeiro com legumes.

A cama: O hotel Sandton Sun (diárias desde US$ 250), em Sandton, está conectado ao shopping Sandton City, com várias opções interessantes de compras e restaurantes.

CINGAPURA

Pit-stop da… Singapore Airlines: A taxa de stopover da Singapore é de US$ 100.

Fugindo do aeroporto: De Changi, um dos terminais mais modernos do mundo, sai o metrô (US$ 2) que atravessa a cidade.

Direto ao ponto: Pelo moderno centro financeiro estão landmarks como o Marina Bay Sands, a escultura do Merlion, o teatro Esplanade. Da roda-gigante Singapore Flyer (US$ 29,50), com 165 metros de altura, tem-se a melhor vista da cidade. Se estiver com crianças, vá ao parque da Universal Studios (US$ 68), na Ilha de Sentosa. Para compras, a Orchard Road é o paraíso dos shoppings.

A mesa: Considerado um dos melhores restaurantes da Ásia, o Iggy’s, de cozinha contemporânea, tem menu degustação no almoço a US$ 85.

A cama: O badalado Marina Bay Sands (diárias desde US$ 339) ficou famoso por sua piscina “nas alturas”, no 56º andar do hotel.

Leia mais:

Fevereiro de 2012 – Edição 196

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