28 razões para fugir de São Paulo

Natureza, aventura, gastronomia, história, religiosidade. Argumentos para você, sua família, seu cachorro ou quem aparecer nunca mais passar seu sábado, ou o domingo, ou os dois, na capital

  • Bacalhau da Serra Há um saboroso e surpreendente eixo do bacalhau em Serra Negra. A história começa em 2001, quando o português José Martins abriu o estrelado pelo GUIA BRASIL Sr. Bacalhau (19/3842-1342). Reflexo do êxito é o fato de a padaria Serrana (19/3892-2289), famosa desde os anos 1960 pela empada, comprar bolinhos do Sr. Bacalhau e fritá-los na hora (a R$ 3,90). Em 2010, fortalecendo o “cluster bacalhau”, surgiu o Morhua (19/3892-7535), restaurante cujo propósito está explícito no nome.
  • Balão Sorocaba é conhecida de quem deseja relaxar, pois concentra muitos spas, e de quem quer adrenalina, já que a Abequar realiza um consagrado passeio de balão (15/3211-4130; R$ 285). A 300 metros do chão, durante uma hora, sobrevoa rios, campos e termina na vizinha Salto.
  • Barão Geraldo Sede da Unicamp, esse distrito de Campinas tem vida noturna forte e concentra ótimos bares e restaurantes. Caso do Aulus (19/3289-4453), que recebe uma galera descolada e louca para ver os circuitos de trenzinhos no salão, e do Bar do Jair (19/3308-4825), que prepara 32 recheios de coxinha.
  • Cachoeira do Itapanhaú No km 81 da Mogi–Bertioga há uma trilha de 3 quilômetros que leva a essa linda queda de 400 metros, também chamada de Cachoeira do Elefante. Prefira ir com guia (13/3317-6598; desde R$ 35).
  • Caminho de Nazaré Em vez de ir a Nazaré Paulista pela Dom Pedro I, desfrute de um cenário ainda mais digno da Mantiqueira ao pegar, em Cumbica, a Estrada Guarulhos–Nazaré (SP-36). Atração da cidade, a Represa Atibainha rende um agradável passeio de barco (Fazendinha, 11/4597-1671; desde R$ 20) a dois ou em família.
  • Centro Velho de Santos As ruas do Comércio e XV de Novembro estão mais charmosas com o novo calçamento de paralelepípedos. É na XV que o Museu do Café (13/3213-1750; R$ 5) guarda painéis de Benedito Calixto, exposições e uma cafeteria. Você também pode conhecer o Centro a bordo de um centenário bonde (13/3201-8000; R$ 5).
  • Embu Desde 1969, a feira de artesanato (dom e fer 9h/18h) toma o Largo 21 de Abril e arredores da Cidade Bandeirante. Caso você não queira comer nas barraquinhas, prove o leitão à pururuca do Tutu’s (11/4781-0655). E não parta sem visitar o acervo barroco do Museu de Arte Sacra dos Jesuítas (11/4704-2654; R$ 2).
  • Frango com polenta São Bernardo do Campo é polo automotivo e berço do sindicalismo, mas sua principal contribuição para a história dos povos é ter levado o frango com polenta às massas. A tradição é de 1949, quando a italiana Santa Demarchi abriu o restaurante São Judas (11/4346-4444), preferido de muitas famílias por seu clima de fazenda e seu salão para 1 800 convidados. A cada mês, 18 toneladas de frango com polenta são degustadas em quatro versões: à passarinho, ao molho de tomate, ao alho e óleo e à milanesa. Outros clássicos são o São Francisco (11/4396-2255) e o Florestal (11/2823-0222).
  • Guararema Lugar onde quase não se veem carros, a cidade guarda o bucólico parque Ilha Grande (11/4693-1432), no leito do Rio Paraíba, com passarelas e playground. Para os marmanjos, atração bacana é o alambique Engenho do Salto (11/4693-1156), com 102 anos de existência, boas cachaças artesanais e licores – o de leite é deleite garantido.
  • Holambra A cidade mais holandesa do país faz a maior festa das flores, a Expoflora, em setembro, mas mantém muitos lugares para ver e comprar flores o ano inteiro. Caso do galpão Pronta Flora (19/3802-8080). Se a garganta secar, agende um tour cervejeiro na Schornstein (19/3802-2202).
  • Hopi Hari e Wet’n Wild No km 72 da Bandeirantes, o complexo de diversão inclui o Hopi Hari (11/4007-1134; passaporte desde R$ 79), que tem como inovação a área da Liga da Justiça, aberta há três meses, e o Wet’n Wild (11/4496-8000; passaporte desde R$ 59), que criou recentemente o Water Walk, playground inflável com 40 metros de comprimento composto por parede de escalada, escorregador, cama elástica e boia de arremesso humano.
Roda-gigante multiétnica do Hopi Hari Roda-gigante multiétnica do Hopi Hari

Roda-gigante multiétnica do Hopi Hari (/)

Roda-gigante multiétnica do Hopi Hari – Foto: Ricardo Rollo

  • Itu Tem um Centro Histórico que pede um passeio a pé, o qual pode começar na Praça Regente Feijó, onde fica a Igreja do Patrocínio, de 1820. Na Rua Paula Souza há antiquários e construções como o Museu da Energia (11/4022-6832; R$ 4), de 1847, e o Bar do Alemão, de 1902, cujo nome oficial é Steiner (11/4022-4284), famoso pelo bife à parmegiana com “módicos” 600 gramas de filé mignon.
  • Joaquim Egídio e Sousas Casario histórico com bares, restaurantes e lojas, rios e trilhas dão o tom dos dois bucólicos distritos de Campinas, terrenos férteis para jipeiros, famílias e casais. Todos se encontram para comer bem no Estação Marupiara (19/3298-6289), situado num casarão dos anos 1880 e que se destaca pelos pratos nordestinos.
  • Maria-Fumaça Em Jaguariúna, do Centro Cultural parte uma locomotiva (19/3207-3637) a vapor que puxa antigos vagões restaurados e cruza fazendas de café. São dois trajetos: até Tanquinho (R$ 50) e até Campinas (R$ 70).
  • Paranapiacaba O gracioso distrito de Santo André, fundado por ingleses em 1865, tem clima londrino devido à arquitetura de suas construções, à corriqueira neblina e ao Relógio da Estação, réplica menor do Big Ben.
  • Pedra Grande Cartão-postal de Atibaia, 1 418 metros acima do nível do mar, proporciona uma vista espetacular – em dias limpos, vê-se o Pico do Jaraguá. A estrada de terra de 11 quilômetros até o cume é precária, ainda mais na chuva, então você pode ir com a Atibaia Turismo (11/4413-4498) de jipe (R$ 350; mínimo três pessoas), van (R$ 50 por pessoa) ou caminhada de cinco horas pelas trilhas (R$ 30; mínimo de quatro pessoas).
  • Peruíbe Viciados nas lindas praias do Litoral Norte podem se surpreender com a beleza do Litoral Sul. Peruíbe é porta de entrada para o Parque Ecológico da Jureia, onde estão as lindas e quase desertas Barra do Una e Caramborê. É legal encarar os afamados passeios de canoa (13/3457-9170; desde R$ 35).
  • Praia do Éden Você provavelmente já foi ao Guarujá, mas provavelmente não enfrentou a íngreme trilha – o acesso é pelo km 1 da estrada para Bertioga (Morro de Sorocotuba) – com 110 degraus irregulares que levam a essa praia pequenina. Pequenina, pouco frequentada e bela.
  • Rafting Em Juquitiba, o Rio Juquiá, que penetra na Mata Atlântica, é o ponto de rafting da Canoar (11/2856-5777; R$ 90). Ideal para uma primeira experiência graças às corredeiras de nível 2, o trajeto de 5,7 quilômetros vive o ápice na passagem sobre um redemoinho.
Hora H do rafting no Rio Juquiá, em Juquitiba Hora H do rafting no Rio Juquiá, em Juquitiba

Hora H do rafting no Rio Juquiá, em Juquitiba (/)

Hora H do rafting no Rio Juquiá, em Juquitiba – Foto: Ricardo Rollo

  • Salesópolis A contemplação da natureza se inicia na SP-88, estrada que liga Biritiba Mirim, perto de Mogi das Cruzes, a Salesópolis, com aclives e declives suaves em meio às fazendas de hortaliças. Antes de contaminar-se na capital, o Rio Tietê nasce limpo nessa localidade, que tem como emblema o Parque das Nascentes do Tietê (11/4696-1718; R$ 3), com quatro trilhas pela Mata Atlântica. Se viaja com crianças, considere levá-las ao interativo Museu da Energia (11/4696-1332; R$ 4).
  • Salto de Paraquedas É preciso coragem (ou alguma insanidade) para pular de uma altura de 4 mil metros e pairar por cinco minutos no ar – o feito pode ser registrado em vídeo. Interessados devem rumar para a Escola Brasileira de Paraquedismo (15/3263-3023; desde R$ 269), em Boituva.
  • Serra da Cantareira A região, que deixa a capital com cara de interior, tem a maior floresta urbana nativa do mundo, o Parque Estadual da Cantareira (11/2203-3266; R$ 9), com trilhas (umas leves, outras pesadinhas) e bichos. Dos quatro núcleos, o mais visitado é o da Pedra Grande, com playground e vista estupenda de São Paulo. Já o Águas Claras, cuja portaria fica em Mairiporã, cativa por suas imponentes samambaias.
  • Socorro Destino de ecoturismo, tem como um dos principais pontos o hotel Parque dos Sonhos (19/3895-4696; diárias desde R$ 285). No terreno há seis cachoeiras e atividades como boiacross, arvorismo, rapel, escalada e espeleoturismo (exploração de cavernas). Estância hidromineral, Socorro mantém o Balneário de Pompeia (19/3855-9915).
  • Templo Zu Lai Se você anda na pilha, dê um pulo em Cotia para relaxar no clima do budismo chinês no maior templo dessa filosofia na América Latina (11/4612-2895; grátis), que reserva jardins e ambientes de meditação no estilo dos palácios da China.
Ainda que você não siga o budismo nem acredite nessa filosofia, o Templo Zu Lai, em Cotia, e sua arquitetura oriental são verdadeiros convites a uma placidez digna dos tigres do Zooparque, em Itatiba Ainda que você não siga o budismo nem acredite nessa filosofia, o Templo Zu Lai, em Cotia, e sua arquitetura oriental são verdadeiros convites a uma placidez digna dos tigres do Zooparque, em Itatiba

Ainda que você não siga o budismo nem acredite nessa filosofia, o Templo Zu Lai, em Cotia, e sua arquitetura oriental são verdadeiros convites a uma placidez digna dos tigres do Zooparque, em Itatiba (/)

Ainda que você não siga o budismo nem acredite nessa filosofia, o Templo Zu Lai, em Cotia, e sua arquitetura orientalsão verdadeiros convites a uma placidez digna dos tigres do Zooparque, em Itatiba – Foto: Ricardo Rollo

  • Tirolesa Pedra Bela, a 30 quilômetros de Bragança Paulista, sedia a maior tirolesa do Brasil. Se você pesa menos de 151 quilos, pode percorrer 1 900 metros (dois minutos) a 107 quilômetros por hora – a 128 metros do chão. É só ligar para a Agência Alma de Pedra (11/99783-5263; R$ 40).
  • Tour Chocolover Em Caçapava, perto de São José dos Campos, fãs de A Fantástica Fábrica de Chocolate podem imergir no universo de produção da Nestlé. Em uma hora de passeio (0800-7702411; R$ 10) dá para curtir todo o processo de fabricação de guloseimas como Alpino e Charge.
  • ZooParque Conforme anda pela trilha de 3 quilômetros que passa pelos recintos em que vivem os animais, a garotada se encanta com esse zoológico (11/3323-6214; desde R$ 18) em Itatiba. Após verem macacos, tigres e elefantes, os pequenos costumam parar no lago frequentado por tuiuiús e araras-azuis. Há ainda playground e tirolesa.
Tigre do Zooparque, em Itatiba Tigre do Zooparque, em Itatiba

Tigre do Zooparque, em Itatiba (/)

Tigre do Zooparque, em Itatiba – Foto: Ricardo Rollo

  • Trekking em Extrema A Serra do Lopo, que fica nessa cidade do sul de Minas, é propícia para deliciosas caminhadas por trilhas bem demarcadas que descortinam muito verde e cachoeiras. Não é preciso ser atleta para desafiar a principal, até a Pedra das Flores. São duas horas até o cume, de onde se enxergam vales e montes paulistas e mineiros. Vá com um guia da Radix Aventura (35/3435-2193; desde R$ 40).

Leia mais:

Check-in ##– Veja outras reportagens da edição de ABRIL de 2013 da VT

Ilhabela ##– As praias, as cachoeiras, os bons ventos, a comida e os preços até bastante razoáveis de Ilhabela

Airburger ##– Em São Paulo, sanduíche feito no vapor desmancha e não pesa

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