15 grandes mercados do mundo

A partir de rotas comerciais clássicas ou na praça de pequenas cidades, os mercados são uma forma simples e fascinante de aproximar-se da cultura local

Por Eduardo Jun Marubayashi Atualizado em 8 nov 2017, 13h52 - Publicado em 27 jun 2012, 19h56

Em meados do século 13, no meio do deserto do Mali, caravanas de dromedários surgiam no horizonte trazendo mercadorias e escravos para abastecer o próspero mercado de Timbuktu. Ouro e sal estavam entre os bens que mal paravam sobre o lombo dos animais, sendo protamente despachados para outras paragens, tomando o rumo do Mediterrâneo, do Magreb ou para o Golfo da Guiné.

Em torno desse frenético movimento, surgiram hospedagens, tavernas, templos religiosos e escolas. Nada muito diferente do que ocorria no leste da Ásia, na antiga capital chinesa de Xi’an. Ponta oriental da lendária Rota da Seda, a cidade tornou-se um amálgama de culturas, ideias e produtos vindos de toda Eurásia. Uma próspera comunidade muçulmana ali prosperou e ali permanece orgulhosa, entre a fumaça saindo de seus fogareiros, onde preparam comidinhas de rua.

Em Arnhem, na Holanda, uma ampla praça se abre em frente à igreja de Santo Eusébio, assim como a pequena Bielsko-Biala, no sul da Polônia, também tem a sua, conhecida como Rynek. Para o cidadão comum, porém, ambas são conhecidas simplesmente como a Praça do Mercado. É assim em todo o continente, onde espaços públicos são ocupados há séculos por barracas que vendem queijos, aspargos, flores e panelas, embutidos, peixes e artigos de couro. Cidade assim nasceram, em torno do escambo e das negociações, das operações de câmbio e de apertos de mão.

No Saara, na China ou na Europa, povos estabeleceram entrepostos para trocar mercadorias e servir como janela das diferentes culturas que por ali passavam. Aqui no Brasil há casos emblemáticos, como o Mercado Municipal de São Paulo e o Ver-o-Peso de Belém, ambos servindo como uma antessala do que está para ser encontrado nos restaurantes destas cidades. Uma viagem completa não passa somente por monumentos e museus, mas também pelos lugares onde locais abastecem suas despensas e passam parte de sua vida. Quem conhece as lojas de conveniência do Japão e os mega outlets dos Estados Unidos bem entendem esse conceito.

Embarque conosco nesta viagem por alguns dos mercados mais interessantes do mundo.

Continua após a publicidade
Publicidade