Cunha realiza 20ª edição de Festival de Inverno

Cidade da cerâmica terá quatro semanas de atrações em meio ao frio charmoso da Serra do Mar

Nem só de Campos do Jordão vive o inverno paulista. Cunha, a 225 quilômetros de São Paulo, também celebra as baixas temperaturas com festa. Neste ano, a 20ª edição do Festival de Inverno de Cunha acontece entre os dias 4 e 28 de julho e apresenta shows, orquestras, corais, exposições de cerâmica e até um evento gastronômico.

A terra dos ceramistas, como Cunha é conhecida (leia abaixo sobre a história da cerâmica na cidade), terá semanas musicais temáticas: a primeira, dedicada ao rock, contará com as participações de Siri na Lata e Two Zé. Depois, dos dias 8 a 14, será a vez da MPB, com show de Ivan Lins . Choro e samba entram na terceira semana. Os últimos dias de festival serão de jazz e blues, com Adriano Grineberg e Luiz Rosa. As apresentações acontecerão na Praça da Igreja Matriz (a agenda completa está no site da Prefeitura).

Na programação que promove a cultura local, haverá uma congada – uma procissão folclórica de origem africana com roupas e instrumentos temáticos – e uma orquestra de sinos, com 11 músicos tocando 37 objetos de bronze. A rotina dos restaurantes da região será alterada: durante o mês de julho, eles estenderão o horário de funcionamento.

Passeios em Cunha

Estique a viagem! Cunha tem atrações que alegram os turistas:

  • Parque Estadual da Serra do Mar: cachoeiras e a Mata Atlântica podem ser contempladas em três trilhas. A entrada é grátis, assim como as trilhas, e o agendamento só é necessário para passeios durante a semana.
  • Pedra da Macela: a impressionante vista do alto da pedra alcança a Ilha Grande e as baías de Paraty e Angra.
  • Trekking na Trilha do Ouro: o percurso, que passa por cachoeiras, integra as rotas usadas no século 18 para escoar o metal vindo de Minas Gerais.

Fazendo arte: como a cidade virou a terra dos ceramistas

por Luana Lila

A história da cerâmica em Cunha começou em 1975, quando a japonesa Mieko Ukeseki Konishi e o português Alberto Cidraes chegaram à cidade em busca de um local para trabalhar. Encontraram mais do que isso: apoio da prefeitura, lenha e argila de qualidade. Outros artistas juntaram-se a eles para construir, no antigo matadouro municipal, o primeiro forno de alta temperatura do lugar – para queimar as peças usando a técnica noborigama, empregada até hoje. Em seu ateliê, Mieko relembra os primeiros anos de trabalho e fala sobre o impacto causado pelo grupo na pacata Cunha da década de 70. “Os moradores ficavam admirados com aqueles hippies cabeludos querendo construir fornos e fazer arte”. Na época ninguém poderia imaginar que a técnica tornaria a cidade um importante pólo de cerâmica e, principalmente, que isso atrairia turistas. Mieko é curadora do Memorial da Cerâmica de Cunha, projeto que catalogou a produção artísitica dos ceramistas pioneiros. É um museu virtual (mecc.art.br), com acervo de mais de 200 obras e a trajetória dos principais artistas.

 

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