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Cuba além dos carrões

Por Ana Claudia Crispim
Atualizado em 27 fev 2017, 15h38 - Publicado em 5 Maio 2014, 16h45
Havana, Malecon
Havana, Malecon (/)
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Cuba. A gente vai pra lá cheio de imagens e expectativas na cabeça. E no fim era aquilo mesmo: carrões, casas antigas (muitas caindo aos pedaços), um lugar meio parado no tempo, muita música… Mas e o resto? E as coisas que passaram rápido demais, aquilo que a lente perdeu ou não poderia captar? Rá! Resolvi fazer a minha lista de 10 coisas que vi em Cuba. Coisa que não li nos guias, algumas que não fotografei e outras infotografáveis.

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  1. Tem uns cachorros de rua que usam crachá no pescoço.
  2. Bares: pode fumar dentro, fecham cedo e se tem um bolo de cubanos pescoçando na calçada é porque a música é de primeira.
  3. Os (modestíssimos) fast foods são chamados de Alimentos Rapidos.
  4. Dane-se o calorão. As mulheres que usam roupa social amam meia-calça, principalmente rendada e preta. Ah! As que usam legging não têm nada contra estampas inusitadas e nada discretas.
  5. A figura do cubano marrento de regata branca não é lenda, e alguns ainda usam vááááários dentes de ouro.
  6. Todos os restaurantes caseiros se chamam Paladar, inspirados numa novela brasileira dos anos 1980, e todos servem uma versão mais sequinha do nosso arroz e feijão chamada Moros y Cristianos.
  7. A vida do cubano não é fácil, mas acho que fica chocado com a pobreza de lá quem nunca olhou (com a mesma atenção) um pobre de verdade daqui.
  8. Daiquiri (o frozen) é a melhor bebida do mundo mundial.
  9. Havana é a capital da autoestima. Deles, que geralmente são muito vaidosos, e nossa, que ganhamos paqueradas de moços e velhinhos garbosos, mil vezes por dia. E, sabe? Às vezes, corresponder a uma dessas cantadas vintage com um sorrisão bem dado não arranca pedaço.
  10. O cubano é um negociador. Qualquer um se vira em outros idiomas muito melhor do que a média brasileira, e eles não medem esforços para usar essa habilidade pra vender qualquer coisa pra ganhar uns trocos. A curiosidade é que durante o papo rola um toque de mão no ombro. É estranho pra gente que está estressado com a violência. Quer ficar esperto, fique, mal não faz. Mas tente relaxar um pouco e aproveite. É muito simpático.

P.S.: Se eu estendesse a lista para 11 coisas, repetiria a 8ª. Glupt.

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 Para ver mais fotos de Cuba e outras viagens, siga-me no Instagram: @anaclaudiacrispim

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