Além-mar Rachel Verano rodou o mundo, mas foi por Portugal que essa mineira caiu de amores e lá se vão, entre idas e vindas, quase dez anos. Do Algarve a Trás-os-Montes, aqui ela esquadrinha as descobertas pelo país que escolheu para chamar de seu

Dahlia: o bar mais cool de Lisboa no momento

Vinhos naturais, bons coquetéis, discotecagem de vinil e comida delícia em pleno Cais do Sodré

Por Rachel Verano Atualizado em 1 fev 2022, 07h50 - Publicado em 31 jan 2022, 20h48
Bar estreito com iluminação em tons de azul, pequenas mesas com velas e um balcão sob quatro luminárias redondas
O ambiente do Dahlia pouco antes de abrir as portas: podia estar em Berlim ou Nova York. CRÉDITO: Bruno Barata/Reprodução

Kaffir Sour, Uivo ou… Organized Konfusion? No mais novo – e cool – bar de Lisboa, todo pedido tem a sua devida responsabilidade. Instalado numa ruela escura ladeada de estacionamentos clandestinos e algumas fachadas em ruínas, num ponto quase suspeito do Cais do Sodré, o Dahlia é para amantes de bons drinques, vinhos naturais e discos de vinil escolhidos a dedo – tudo na mesma medida. Mas não só.

Toca-discos de vinil semi-aberto, a tocar
A grande estrela do balcão. Crédito: Bruno Barata/Reprodução
Barman servindo cerveja no balcão de um bar, com uma prateleira atrás recheada de copos, garrafas de bebidas e discos de vinil
O balcão ao fundo do bar: vinis, bebidas e copos em igual proporção. Crédito: Bruno Barata/Reprodução

Com ares de speakeasy e umas poucas mesas enfileiradas num corredorzinho estreito (e no balcão), o endereço demorou pouco para cair nas graças dos portugueses e estrangeiros descolados ávidos por um lugar com cara de Berlim ou Nova York, com música alguns decibéis acima do costume, discotecagem apaixonada, barbas e bigodes do outro lado do balcão. Reservar é altamente aconselhável.

Prato com 5 bolinhos fritos e folhinhas verdes em cima
Bolinhos de feijão para abrir os trabalhos. Crédito: Bruno Barata/Reprodução

Mas o Dahlia não para por ai, embora já fosse suficiente. Na cozinha, brilha o brasileiro Vítor Oliveira, ao lado de Daniel Rivera, com deliciosos pratos para dividir – começando pelos bolinhos de feijão, feitos com a mesma técnica do acarajé, mas com feijão frade, e acompanhados por um molho de tomate caramelizado com um toque de cacau.

Fatia de barata rosti com flores roxas por cima e um molho vermelho ao lado
Rosti de batata doce com molho de amoras fermentadas. Crédito: Bruno Barata/Reprodução
Salada com pedacinhos de melão, folhas verdes de menta e sementes de gergelim pretas para decorar
A maravilhosa salada de melão com kombucha, menta e gergelim preto: meu prato preferido da noite. Crédito: Bruno Barata/Reprodução

O menu maioritariamente vegetariano, com opções vegan inclusive, segue com receitas delicadas e dignas de restaurante, em versões miniatura: rosti de batata doce com molho de amoras fermentadas; uma surpreendente salada de melão com kombucha, menta e gergelim preto; uma massa caseira de ovos com pasta de castanha de caju, berinjela e molho picante.

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Prato com uma posta de peixe e um purê amarelo ao lado, sobre uma base de molho cor de ferrugem
O peixe do dia: lírio com purê de pastinaga. Crédito: Bruno Barata/Reprodução
Prato com camarões e um molho caramelado escuro embaixo
Camarões selados, coco e chili. Crédito: Bruno Barata/Reprodução

Mas também tem javali, peixe, camarão… esse último selado, com coco e chili. Para encerrar, provei duas das três sobremesas: arroz doce caramelizado com limão preto e um inesquecível bolo morno de figos com calda de pastinaga. Um Uivo* para acompanhar?

Prato com um creme de arroz doce amarelado e gratinado
Happy end: arroz doce caramelizado, com toque de limão. Crédito: Bruno Barata/Reprodução
Pedaço retangular de bolo cor de chocolate, com uma calda branca escorrendo por cima
Bolo morno de figo com calda de pastinaga. Crédito: Bruno Barata/Reprodução

*A quem interessar possa, o Uivo é um dos expoentes da moda dos vinhos naturais em Portugal, produzido no Douro. Ainda levarei anos para entender e amar vinhos naturais, mas sigo tentando. Este, por acaso, estava bom.

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