Além-mar Rachel Verano rodou o mundo, mas foi por Portugal que essa mineira caiu de amores e lá se vão, entre idas e vindas, quase dez anos. Do Algarve a Trás-os-Montes, aqui ela esquadrinha as descobertas pelo país que escolheu para chamar de seu

A disputa pelo melhor pastel de nata de Lisboa está mais acirrada!

A Castro chegou, diretamente do Porto para o coração do Chiado, para se somar à deliciosa dobradinha Manteigaria-Pastéis de Belém

Por Rachel Verano Atualizado em 21 fev 2022, 11h54 - Publicado em 20 fev 2022, 17h40
Dois doces redondos e amarelos, cobertos de açúcar e canela, ao lado de duas xícaras de café
Pastéis de nata com um cafezinho na Castro – Atelier de Pastéis de Nata: mais um endereço obrigatório em Lisboa Rachel Verano/Arquivo pessoal

Desde os últimos dias de 2021, o número 38 da Rua Garrett, a principal artéria do Chiado, ostenta um toldo azul marinho com letras em dourado anunciando mais uma perdição para os fãs do doce mais famoso do país. É certo que praticamente todo café português que se preze tem na vitrine o seu pastel de nata, mas não são muitas as verdadeiras instituições referência destas delícias.

Um doce mordido com recheio amarelo de consistência mole, segurado na mão em um guardanapo , com uma xícara de café ao fundo
O pastel de nata da Castro: sempre quentinho, com recheio aveludado Rachel Verano/Arquivo pessoal

Uma delas, a Pastéis de Belém, existe desde 1837 e seus salões recheados de azulejos ajudam a contar parte da história da capital. A poucos passos do Mosteiro dos Jerónimos, a loja reinava soberana em qualquer itinerário turístico por Lisboa até a abertura da Manteigaria. Não que uma fosse melhor que a outra (há controvérsias!), mas passou então a haver dois endereços obrigatórios. Agora pronto: já há três.

A Castro – Atelier de Pastéis de Nata abriu a primeira loja no Porto, cerca de dois anos atrás, numa esquina simpática da Rua Mouzinho da Silveira. O desembarque no Chiado traz uma vantagem peculiar aos tempos de hoje – uma vitrine altamente instagramável, onde a instalação animada da artista Joana Astolfi convida a um mergulho – literal – no doce.

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Mas tem mais: nos fundos, é possível acompanhar a produção ao vivo através de uma porta de vidro, e ver de perto fornadas e mais fornadas entrando e saindo (o que garante que o doce esteja sempre quentinho, com o recheio cremoso e aveludado). Cacife uma mesinha, abuse sem medo do açúcar e da canela e peça um expresso enquanto se desafia: qual é, afinal, o melhor pastel de nata de Lisboa? Façam suas apostas!

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