Achados Adriana Setti escolheu uma ilha no Mediterrâneo como porto seguro, simplificou sua vida para ficar mais “portátil” e está sempre pronta para passar vários meses viajando. Aqui, ela relata suas descobertas e roubadas

Siargao, Filipinas: o primeiro grande achado de 2013

Por Adriana Setti Atualizado em 27 fev 2017, 15h44 - Publicado em 5 jan 2013, 09h51

Não tinha planos muito claros quando embarquei rumo à Ásia quase um mês atrás. Mas sobre a Siargao, a meta para o Réveillon, havia pesquisado um bocado. Mapeei praticamente todos os hotéis da ilha e fiz uma busca de imagens detalhada das praias e atrações. Meio sem querer, criei uma expectativa alta e perigosa. Pior: após a odisseia relatada no post anterior, não gostar de Siargao seria um balde de água fria (que, convenhamos, eu não estava merecendo).

Pra você que torce pelo meu bem (pelo menos a minha mãe eu sei que está lendo este post com apreensão), conto um pouco dos meus últimos dias.

 

31 de dezembro começou na garupa de uma motoca rumo a um lugar chamado Magpupungko, nome que já havia esquecido três minutos depois de deixar o hotel com vagas explicações em mente. Daí em diante, se seguiram mais ou menos 765 paradas para pedir informação em que tentávamos todos os sons que estavam ao nosso alcance até que um local enfim adivinhava aonde queríamos chegar. Batebumbum? Batupumpum? Bagtutu? Baticumdumpupo?”. Duas horas depois, um pneu furado (na frente da boracharia, porque Deus é brasileiro) e uma bunda retangular depois, eis que surge: Magpupungko em seu esplendor.

No canto esquerdo de uma praia arrasadora, forrada de coqueiros e decorada com pequenas ilhotas a poucos metros da orla, uma enorme rachadura num banco de corais forma uma série de piscinas naturais de cor azul turqueza. Não se trata de algo como Porto de Galinhas ou Maragogi. As piscinas em questão têm pelo menos dez metros de profundidade e trinta metros de diâmetro, com água absolutamente cristalina. Com a cabeça para fora d’água, olhando para o mar aberto, dá para ver as ondas quebrando na bancada, enormes e poderosas. E, do outro lado, a praia, branca e linda. E sabe o que mais? Estávamos absolutamente sós naquele lugar.

Tão sós como hoje, na ilha de Dako, uma das muitas que formam um anel em torno de Siargao. Com um barquinho de pescador, fomos até lá para passar o dia. Por doze reais, um morador da ilha nos cozinhou polvo e uma “carne” deliciosa que nasce dentro de uma concha local que lembra um caracol. Por mais doze, nos alugou uma cabaninha de palha que nos protegeu do sol e da tempestade passageira que desenhou no mar o mais lindo degradê de azuis que já vi em toda a minha vida.

Quando finalmente conseguir voltar a postar fotos neste blog, prometo traduzir tudo isso em imagens. Enquanto isso, anota aí: Siargao, minha gente. Siargao.

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