Achados Adriana Setti escolheu uma ilha no Mediterrâneo como porto seguro, simplificou sua vida para ficar mais “portátil” e está sempre pronta para passar vários meses viajando. Aqui, ela relata suas descobertas e roubadas

Micareta de Natal nas Filipinas

Por Adriana Setti Atualizado em 27 fev 2017, 15h44 - Publicado em 25 dez 2012, 05h34

Antes de mais nada, queridos leitores, Feliz Natal. Enquanto escrevo este post, vocês provavelmente estarão tomando as últimas doses e terminando de digerir o peru. Mas, aqui nas Filipinas, já e hora do almoço do dia 25 e o sino da igreja do povoado de Santa Fé, na ilha de Bantayan, entoa “Noite Feliz” pela milhonésima vez nas últimas 24 horas.

No único país católico do Sudeste Asiático, o Natal é uma catarse. Assim como o carnaval de Salvador, ele começa algumas semanas antes e, segundo consta, ainda se arrastará por alguns dias. No Brasil (e no mundo ocidental, em geral), nós celebramos com a família e também nos reunimos com os amigos, em jantares, amigos-secretos e afins. Aqui, pelo que tenho observado, o Natal é coletivo e envolve toda a comunidade. Acontece, sobretudo, fora de casa.

 

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Estou no país há doze dias. Em pelo menos dez deles, presenciei alguma festa de arromba. “Nossa, festa de novo? O que é agora?”. A resposta foi invariavelmente: “Christmas party”. E dá-lhe luzes coloridas, disco ball, caixas de som para arrebentar os tímpanos e Gamgnam Style na caixa, numa farra que se arrasta até alta madrugada reunindo o vovô e o netinho na mesma pista, a base de churrasquinho e bebidas alcoólicas das mais variadas potências.

 

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Adendo sobre Gamgnam Style: se você acha que o hit coreano está insuportavelmente na moda aí (onde quer que você se encontre), nem tente imaginar o que está rolando por aqui, um país superinfluenciado pela Coreia. Sentiu o drama? Não, você não sentiu.

 

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Passar o Natal em um país tão diferente é uma experiência antropológica interessantíssima. Aqui está sendo realmente intenso. Grupos enormes de criancinhas nos seguem pela rua cantando musiquinhas. Toda e qualquer pessoa que cruza o nosso caminho abre um sorriso gigante e nos deseja “Feliz Natal” (isso acontece há dias!). Tenho a sensação de estar vivendo um momento especialíssimo para os Filipinos. E, não fosse pelos sinos da igreja entoando “Noite Feliz” em loop deste as TRÊS da manhã diariamente (sim, você leu corretamente: TRÊS da manhã), eu efetivamente teria passado um FELIZ NATAL, ainda que a um hemisfério de distância da família Setti.

OBS: Por problemas técnicos, não estou postando fotos. Mas isso será prontamente resolvido.

 

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