Zurique: quando ir, como circular, passeios, hotéis e mais

Site: https://www.zuerich.com/en

População: 410.000 hab

Fuso horário: +5h (horário de Brasília)

Distância de outras cidades: Genebra 275 km, Lausanne 225 km, Zermatt 162 km

Atualizado em junho de 2019

O ponto de partida natural para conhecer a Suíça é Zurique, onde aterrissam os voos da Swiss, diretos de São Paulo. Com 400 mil habitantes de língua alemã, a maior cidade do país guarda os superlativos de verdade para as finanças. Rica desde a Idade Média, ela é sede de 110 bancos cuja mão de obra muito bem remunerada faz com que a renda média no município bata em US$ 7 000.

Na saída da Hauptbahnhof, linda estação central, de cara se vê a Bahnhofstrasse, rua de compras entre as mais sofisticadas do mundo – destaque, naturalmente, para as vitrines polvilhadas de relógios. Mas, se você não é um inconfesso proprietário de uma conta numerada numa das agências bancárias ali instaladas, cuidado: a Suíça é cara; Zurique, mais ainda – e tudo fica mais oneroso quando se converte o anêmico real para o forte franco suíço.

Mas, além da riqueza, Zurique exibe sinais de civilidade que a tornam inteira uma atração. Há descendentes de 170 nacionalidades, e mostras das diferentes culturas estão nos mais de 100 museus e galerias de arte.

Todo o investimento municipal no bairro revitalizado Zurique West tem de ser aprovado pelos contribuintes em referendo – na Suíça, vota-se em tudo, o tempo todo, e o faz quem quiser. Foi no voto que os suíços rejeitaram, por exemplo, a entrada do país na zona do euro. No que, diante da crise que andou castigando os vizinhos, não se arrependem.

QUANDO IR

Para quem quer clima mais ameno, o ideal é viajar entre maio e setembro, quando o frio mais intenso já passou.

COMO CHEGAR

Os voos diretos do Brasil para a Suíça  pousam em Zurique e são operados pela Swiss. Outras companhias aéreas fazem voos com escalas: Air France, via Paris; British Airways, via Londres; Iberia, via Madri; KLM, via Amsterdã; e TAP, via Lisboa. O Aeroporto Internacional de Zurique está interligado a uma estação de trem que leva ao Centro (trens partem a cada 10 minutos com destino à estação central) e outras cidades do país. O percurso de ônibus custa Fr 6,80 (cerca de 6) e há 13 itinerários que partem do aeroporto.

COMO CIRCULAR

Com em muitas cidades europeias, esqueça dos táxis. Operada pela ZVV, a malha de transporte público de Zurique é eficiente, com trens, ônibus e, especialmente, trams, que levam para todo lado. Os preços variam por número de zonas percorridas, e podem ser obtidos nas modalidades simples (a partir de Fr 2,70, cerca de 2,50) e múltiplo (a partir de Fr 13, cerca de 14,50).

Uma alternativa é comprar o Zürich Card, que dá direito a viagens ilimitadas, além de viagens curtas de barco pelo rio Limmat, ingressos e/ou descontos em cerca de 40 museus e um tour a pé pela cidade velha. As opções são para 24 horas (Fr 27, cerca de € 24,50) e 72 horas (cerca de € 47,80).

Para quem quer aproveitar a grande malha de ciclovias de Zurique, várias empresas distribuem suas magrelas de aluguel em estações pela cidade. No inverno e outono, a Züri Rollt, que oferece trabalho e cursos de mecânica de bikes para refugiados, aluga magrelas de graça durante o dia, mediante depósito caução de Fr 20.

PASSEIOS

No Centro Histórico, um passeio indispensável é subir as vielas tortuosas em direção ao Lindenhof, parque instalado numa colina onde os romanos mantinham um forte. Ali se vê o Rio Limmat, em cujas margens se concentram restaurantes, cafés e as principais atrações da área histórica. Entre elas, à vista, estão as torres duplas da igreja ortodoxa Grossmünster; a torre azul da gótica Fraumünster e a da Peterskirche, a Igreja de São Pedro, que ostenta o relógio com maior diâmetro da Europa. No horizonte, o Lago Zurique.

Se balada é a intenção, gaste poucos minutos no tram até Zurique West, distrito trendy e boêmio que brotou do projeto de revitalização da antiga área industrial da cidade. Hoje, novos edifícios de ocupação mista, residencial e comercial, dividem a paisagem com os antigos galpões, que, restaurados, servem de espaços culturais. Por ali, num edifício feito de contêineres empilhados, fica a sede da Freitag, a grife que ganhou o mundo hipster com sua linha de bolsas e sacolas coloridas feitas com lonas de caminhão. Perto está o Im Viadukt, complexo de lojas, ateliês e bares alinhados sob os arcos de um antigo viaduto ferroviário, ainda em uso.

O museu Kunsthaus tem acervo que inclui obras de Munch a Andy Warhol, além de Marc Chagall e Giacometti, que fizeram os vitrais da Fraumünster. Para os boleiros, o lugar a ir é o Fifa Museum.

ONDE FICAR

Na Bahnhofstrasse, o charmoso St. Gotthard é um must do Centro Histórico. Não muito longe, o Adler é outro cantinho charmoso perto do Rio Limmat. Em Zurique West, com preços melhores, opções são o Ibis Budget e, melhor ainda, o moderninho e coloridão 25hours, rede que ainda possui uma unidade em Langstrasse, no Distrito 4 da cidade.

ONDE COMER

Para almoçar ou jantar com vista para o Limmat, o elegante Terrasse serve pratos mediterrâneos e tem ótima carta de vinhos. Mais em conta, e típico, é o Gertrudhof, especialista em Cordon Bleu – filé de porco empanado, recheado com presunto e queijo. Em Zurique West, sob o Im Viadukt, fica o Restaurant Viadukt, que oferece pratos com ingredientes sazonais em três menus no almoço e outros variáveis ao longo do ano no jantar. Para levar pra casa, passe em alguma unidade da Laderach e confira as muitas opções em chocolate suíço.

DOCUMENTOS

Brasileiros não precisam de visto para até 90 dias de estadia – prazo que será contado a partir da primeira entrada em um dos países que integram o Espaço Schengen, mesmo que não tenha sido pela Suíça (da mesma forma, a contagem termina após a saída do Espaço Schengen). O passaporte deve ter validade superior a três meses quando da saída.

DINHEIRO

A moeda oficial é o Franco Suíço (CHF), mas euros são amplamente aceitos (1 Fr = € 0,90).

Informações ao viajante

Línguas: Alemão, mas muitos falam francês, italiano e, minoritariamente, romanche – todas línguas oficias da Suíça. Além do inglês.

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