Pucón: quando ir, como chegar, o passeios, hotéis e mais

Site: https://www.visitchile.com.br/villarica-e-pucon/atractivos.htm

População: 28.000 hab

Fuso horário: Não há

Distância de outras cidades: Villarrica 25 km, Temuco 100 km, Santiago 800 km

 

Atualizado em outubro de 2019

Cerca de 800 quilômetros ao sul de Santiago fica Pucón – pequenina, mas gigante no cardápio dos destinos turísticos do Chile em razão do seu perfil aventureiro. Cheia de infra-estrutura, a cidade plana, de edifícios baixos, prosperou à margem do lago e à sombra do vulcão que levam o mesmo nome, Villarrica. O lago – uma beleza de 173 quilômetros quadrados de azul gélido cercado de vegetação nativa – é um dos maiores que se veem na região, a Araucanía Lacustre, que identifica a região dos lagos do país.

Mas é do vulcão Villarrica que Pucón tira seu magnetismo. Os índios nativos da região, os mapuches, o chamam de Rucapillán, a “casa do demônio”. Perfeitamente cônico, é o mais perigoso do Chile – entrou em erupção pela última vez em 2015, e está sempre soltando sua fumacinha. Mas nada que assuste os cerca de 28 mil habitantes da cidade, que, ao contrário, souberam aproveitar a fama.

Ao longo de todo o ano, não faltam atividades para toda a família: o verão é ideal para praticar esportes náuticos como windsurfe, canoagem e kitesurfe, além da pesca esportiva. Em terra, trekking, cavalgadas e espeleologia são algumas das opções. Quando o inverno chega, a atração principal é a estação de esqui na encosta do Villarrica, bem como as várias termas com água vulcânica. Tudo numa cidade que não descuida da gastronomia e da boa hotelaria, sempre cercada de ótimos vinhos chilenos.

QUANDO IR

A alta temporada é o verão, quando principalmente os chilenos lotam a cidade em busca dos esportes náuticos e de uma boa praia às margens do lago Villarrica – uma animação que fica no limite do inconveniente para alguns. Para esquiar, a temporada é a de inverno, de junho a setembro. É boa ideia ir na primavera, a partir de setembro, quando ainda está frio, há neve nas montanhas, mas já é possível fazer a maioria das atividades na natureza – de trekking e rafting às subidas nas encostas dos vulcões.

COMO CHEGAR

A Latam voa direto de São Paulo e Rio de Janeiro a Santiago e, de lá, ao aeroporto de Maquehue, em Temuco, capital de Araucanía. Outra companhia com voos desde a capital chilena para a cidade é a Sky. Muitos hotéis oferecerem transfers desde o aeroporto até Pucón, e há opções de transfers contratados com antecedência ou no próprio aeroporto. Ônibus e táxis também podem ser utilizados para vencer a distância de 100 quilômetros entre as cidades.

COMO CIRCULAR

Pequena, Pucón pode ser ser conhecida a pé ou de bicicleta alugada, mas a quase totalidade das atrações fica a grandes distâncias. Pode-se alugar um carro ou chamar um Uber. Outra alternativa – considerando que alguns passeios exigem a presença de um guia – é usar o transporte das agências que vendem pacotes. Algumas podem ser contratadas no próprio hotel.

PASSEIOS

O principal programa é a caminhada ao topo do vulcão Villarrica, a 2 847 metros de altitude. Se as condições meteorológicas são boas, os dispostos entusiasmados saem por volta das 6 da manhã para quatro a cinco horas de subida pesada na neve, à razão de 1 km/hora. Mas os guias garantem que não precisa ser atleta para chegar à beira da cratera de 200 metros de diâmetro e ver, lá no fundo, o lago de magma permanente e seu fumaceiro. Se faltar fôlego, coragem ou as duas coisas, vale subir de carro até a Centro de Esqui, a 1 200 metros, para tomar um café e ver a imensidão do lago Villarrica e, longe no horizonte, as costas do vulcão Llaima, ao norte.

Uma subida mais amena é no vulcão Quetrupillán, também no Parque Nacional Villarrica. A meio do caminho na neve eterna pode-se ver, atrás dos Andes, já na fronteira com a Argentina, o imenso vulcão Lanín.

À parte os vulcões, atividades não faltarão. Entre o parque e a reserva nacionais de Villarrica pode-se fazer trekking, espeleologia em cavernas vulcânicas, mountain bike, tirolesa, vela, pesca, cavalgadas, observação de pássaros… A corredeira do Rio Trancura é perfeita para rafting e caiaque, e dá pra pegar uma praia de areia negra num dos lagos da região – uma das mais populares fica no Caburgua, nos arredores da cidade. Por lá, estão também os chamados Ojos de Caburgua, um conjunto de quedas-d’água que forma espetaculares piscinas naturais. Há vários campings espalhados pela vizinhança.

Para os exaustos com tanta atividade, há outras alternativas – caso dos 14 centros termais, alguns instalados em hotéis-spa. As Termas Geométricas, a 80 quilômetros do centro, estão entre os mais famosos, com uma série de piscinas entre 35 e 45 graus em torno de uma corredeira gelada.

À noite, de volta à cidade, o roteiro pede uma visita à Calle Fresia, que abriga uma das maiores diversidades gastronômicas do país… Só não deixe de comer ceviche e beber pisco sour, coisa que pode ser feita numa passadinha pelo cassino, parte da rede chilena Enjoy.

ONDE FICAR

Construído em 1944 com arquitetura inspirada na escola Bauhaus, o hotel, restaurante e spa Antumalal fica perto do Centro, em um promontório à beira do lago Villarrica, entre os bosques e jardins de um parque privativo de 50 mil metros quadrados. Conta com 20 apartamentos e quatro chalés, todos com seus janelões voltados para o lago. O spa Antumalaco conta com massagens, piscina coberta aquecida, sauna, piscina de hidromassagem e chuveiros ao ar livre. No sistema all inclusive, estão incluídas duas excursões de meio dia ou uma de dia inteiro por cada diária.

No Centro, uma opção maior é o Gran Hotel Pucón, pertencente à rede de hotéis-cassino Enjoy. Nos arredores da cidade, o Hotel y Termas Huife tem como principal chamariz as suas três piscinas termais ao ar livre incluídas na diária. Mesmo caso do Parque Termal Menetue, com termas fechadas incluídas.

ONDE COMER

Há ótimos restaurantes nos hotéis, como no Antumalal, que oferece a opção all-inclusive na reserva e um menu que contempla os principais ingredientes da culinária regional: congrio, merluza austral, centolla, carne de cervo, entre outros. No Centro, há restaurantes como o La Maga, especialista em parrillas, e o mediterrâneo Hestia & Bacco Pucón,  que serve frutos do mar e opções veganas diante do vulcão. Também com vista para o Villarrica, no Km 8 do Camino al Vulcão, o afamado El Castillo serve porções generosas, com pratos que incluem o estrogonofe de veado com arroz e nozes.

DOCUMENTOS

Brasileiros não precisam de visto para permanecer até 90 dias no Chile. Na imigração, o passaporte não é necessário, apenas o RG (não vale carteira de motorista).

DINHEIRO

A moeda é o peso chileno, CLP ($ 1000 = R$ 5,60)

LEIA MAIS

Pucón: o vulcão e o sonho

Informações ao viajante

Línguas: Espanhol

Saúde: Não há demandas específicas

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