Nova Orleans

Site: http://www.neworleansonline.com http://www.nola.gov População: 343.829 hab Fuso horário: -4h (horário de Brasília) DDD: 504 Distância de outras cidades: Baton Rouge 125 km, Memphis 650 km, Dallas 850 km, Nova York 1887 km, Los Angeles 2689 km

Uma cidade singular. Cativante, marcante, sedutora em seu espírito risonho. Tudo próprio de uma terra que é uma encruzilhada de diferentes mundos que se colidiram para se transformar num dos melhores destinos turísticos dos Estados Unidos. Nova Orleans, capital da Luisiana, é uma América um tanto diferente. Das raízes francesas, com toques caribenhos e forte influência negra, floresceu uma cultura que nos brinda com uma cozinha espirituosa e familiar e uma musicalidade pouco vista em outros lugares do mundo.

Uma banda no estilo Dixieland ou a batida suingada de uma jam session de jazz, o calor da Bourbon Street e os riffs de uma Gibson, tudo por aqui segue um ritmo único. Um pouco dessa magia foi varrida junto às enchentes e a tragédia do Katrina, em 2005, mas Nova Orleans bravamente resistiu e hoje muito da animação foi restituída, seja no hedonístico (e etílico) festival do Mardi Gras ou nos inúmeros bares e clubes de jazz do French Quarter. Quem vem aqui quer exatamente isto, uma festa interminável. Portanto, espere ver em suas ruas muitos jovens, um amplo público gay e apreciadores de boa música.

Reserve ao menos três dias para apreciar bem o que a cidade e a região tem a oferecer, mas o ideal seriam cinco. Além de aproveitar a noite, com bares e muita música, por aqui você curtirá uma arquitetura de DNA europeu, alguns bons museus, um passeio de barco a vapor pelo rio Mississippi, jogos dos times locais de futebol americano New Orleans Saints e de basquete New Orleans Hornets ou fazer passeios de um dia pelas plantações históricas ou pântanos da região, incluindo o Parque Nacional Jean Lafitte, ao sul.

COMO CHEGAR

Aéreo

Não há voos diretos entre o Brasil e Nova Orleans. Todas as grandes companhias norte-americanas que servem o Brasil — American Airlines, Delta e United — voam até lá com uma conexão em cidades como Atlanta, Dallas ou Miami.

O destino final costuma ser o Aeroporto Internacional Louis Armstrong (MSY, www.flymsy.com). De seus terminais ao centro da cidade você pode tomar vários tipos de transporte:

– Táxi: US$ 33 para uma ou duas pessoas até o CBD (Central Business District) ou US$ 14 por pessoa para mais de três passageiros. Podem cobrar por bagagens extras.

– Airport Shuttle: vans que custam a partir de US$ 20 por pessoa, com destino aos hotéis do CBD. Detalhes em www.airportshuttleneworleans.com.

– Transporte público: há alguns ônibus que vão até a região central da cidade. É o meio barato (US$ 2), mas não vai até a porta de seu hotel.

Terrestre

O principal centro de transportes da cidade é o Union Passenger Terminal, no CBD. Daqui saem e partem ônibus da Greyhound (www.greyhound.com) e trens da Amtrak (www.amtrak.com), com destino a Nova York, Chicago ou Washington DC.

COMO CIRCULAR

Boa parte dos turistas circulará entre o CBD e o French Quarter, então a forma mais barata e conveniente de transporte serão os bondinhos streetcar. São três linhas e cada viagem custa US$ 1,25. Bilhetes de 1, 3 e 5 dias com viagens ilimitadas saem por $5, $12 e $20, respectivamente.

Há ainda a alternativa de tomar os ônibus da RTA (www.norta.com), bater muita perna no French Quarter ou simplesmente alugar uma bicicleta. Nem pense em alugar um carro: estacionamentos são escassos e, a não ser que você vá para os pântanos da região ou a Baton Rouge, são um verdadeiro estorvo.

ONDE COMER

Muita gente vem a Nova Orleans esperando provar a famosa gastronomia cajun. Certamente você encontrará uma oferta com especialidades como a linguiça boudin, a clássica jambalaya e o tenro ensopadão gumbo, mas a cozinha predominante na cidade é a creole. Apesar de muitos pratos serem semelhantes (como a própria jambalaya), suas raízes são distintas e os modos de preparo um tanto mais sofisticados. Com influências que são a própria cara da cidade, espanhola, francesa e africana, virão à mesa pratos como a lagosta e o camarão creole, o crawfish etouffee (lagostim) e as ostras rockefeller. Ou seja, muitos frutos do mar, temperos maravilhosos (e quentes) e personalidade.

Como boa parte das principais atrações está no French Quarter você não terá como escapar dos restaurantes mais “turísticos”. Com cardápios com pratos clássicos e preços razoáveis, não deixam de ser uma boa opção. Se quiser um pouco mais de sofisticação e preparos mais modernos, tente algumas boas casas no Central Business District, Uptown e Middle. Um lugar bem bacana a ser explorado é a Harrison Avenue, em Lakeside, mais próximo ao lago Ponchartrain.

ONDE FICAR

O French Quarter é o lugar óbvio para muita gente. Próximo das principais atrações turísticas, clubes de música e restaurantes, é uma escolha correta. Verifique somente se não fica numa rua muito movimentada, pois o barulho até altas horas pode incomodar um pouco em certas épocas do ano. Isso vale especialmente para as acomodações mais em conta. O Central Business District conta com alguns hotéis sofisticados, próximos a áreas com bons serviços.

Informações ao viajante

Línguas: Inglês

Saúde: Não há exigências específicas

Melhor época para visitar: A temperatura é mais agradável de meados de setembro a meados de maio. Do final de maio ao início de setembro, as temperaturas chegam a mais de 40 Cº e a umidade é grande. No inverno, o frio mais intenso dura no máximo duas semanas.

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