Exposição em São Paulo aborda crise climática

Com espaços lúdicos e sensoriais, a mostra no Museu Catavento enfoca no impacto das grandes cidades sobre o meio ambiente. É programa para a família inteira

Por Giulia Gianolla Atualizado em 19 out 2021, 22h36 - Publicado em 19 out 2021, 19h18
Entrada da exposição. No banner, lê-se:
Na entrada da exposição no Museu do Catavento, lê-se: “Bem-vindos ao dia seguinte”

O Museu Catavento, em São Paulo, está com uma nova exposição gratuita! Inaugurada em 14 de outubro, a mostra “O Dia Seguinte” tem como foco a conscientização acerca da crise climática a partir dos centros urbanos. A exposição, que vai até o dia 14 de novembro, traz espaços lúdicos e sensoriais para o público experienciar os efeitos das mudanças climáticas e suas consequências nas cidades. 

“O Dia Seguinte” conta a história do aquecimento global e explica como a humanidade chegou até aqui. E o mais importante: apresenta soluções possíveis para a crise climática a partir das cidades. Atualmente, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), os centros urbanos ocupam apenas 3% da superfície do planeta, mas consomem 70% de toda a energia gerada no mundo. 

Globo terrestre feito de material reciclável, exposto na entrada da exposição.
Globo terrestre feito de material reciclável exposto na entrada da exposição no Museu Catavento, em São Paulo

Felipe Lobo, diretor da produtora Na Boca Do Lobo, idealizador e realizador do evento, acredita que a mostra é um meio de repensar o nosso estilo de vida. “O conhecimento é o primeiro passo das mudanças. Tendo informação, nós podemos escolher a cidade e o mundo que queremos viver. É esta reflexão que propomos ao longo da experiência na exposição”, afirma.

A exposição parte de dois conceitos: a cidade do futuro que queremos e a que não queremos. Assim, mostra como os modelos de desenvolvimento urbano impactam positiva e negativamente o clima, abordando temas tangentes como infraestrutura, segurança, saúde, igualdade de gênero, justiça climática, direitos humanos, segurança alimentar e energia.

A visita atravessa cinco módulos com projeções, LEDs, telas interativas, animações, jogos e experiências empíricas. Logo na entrada, o passado do mundo é apresentado ao público em um piso de LED, que mostra a dualidade entre os aspectos positivos e negativos das cidades, convidando os espectadores para o início da reflexão. Há também uma grande escultura do globo terrestre, feita de resíduos domésticos, para atrair a atenção para o impacto do consumo diário de lixo da sociedade.

A sessão [Des]ordem aborda como a desigualdade social nas cidades intensifica os impactos climáticos em populações economicamente vulneráveis. A ONU estima que, em 2050, podemos ter 250 milhões de refugiados climáticos no mundo. Neste módulo, em uma sala escura, alvéolos de LED nas paredes e no teto projetam eventos climáticos extremos reais pelo mundo. A experiência imersiva é complementada com efeitos sensoriais de chuva, fumaça e vento.

Em [Des]humanidades, a exposição apresenta ao público histórias reais de pessoas impactadas pelos eventos climáticos extremos, que deixam rastros de destruição por onde passam. Em [Trans]formação, animações em 2D e 3D projetadas em paredes, no piso e em um globo terrestre mostram a história da Humanidade, desde a Pangeia, passando pelos dinossauros, História Antiga, até chegar na Revolução Industrial, momento em que acende o ‘farol amarelo’ do planeta, com o surgimento das grandes cidades e suas tecnologias modernas.

Paineis mostram o globo terrestre e, ao fundo, a imagem de uma fábrica, lançando fumaça aos ares.
‘O Dia Seguinte’: exposição no Museu Catavento.

E por fim, o último módulo da exposição, [R]evolução, traz mensagens de esperança em torres de LED, que mostram uma cidade do futuro possível com espaços mais organizados, limpos e habitáveis. Nesse futuro, há mais energias renováveis, transportes públicos eficientes, saneamento básico universal, alimentação saudável, microclima equilibrado e desenvolvimento tecnológico.

“Durante toda a exposição, nós buscamos trazer o passado, o presente e as possibilidades futuras para que o público possa refletir os caminhos que estamos tomando como sociedade”, conta Felipe Lobo. “Nós buscamos trazer também bons exemplos de cidades atuais para mostrar ao público a viabilidade de modelos sustentáveis de desenvolvimento”.

A exposição “O Dia Seguinte” segue o modelo de compensação de carbono em sua organização, em parceria com o Programa Amigo do Clima, reduzindo a emissão de gases do efeito estufa durante toda a mostra. A exposição também tem seu conteúdo disponível em audioguias e libras, gravados sequencialmente e disponibilizados em tablets.

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Paineis de LED mostram diferentes partes do mundo. Rostos, paisagens e multidões fazem parte do panorama.
Painéis de LED mostram diferentes partes do mundo. Rostos, paisagens e multidões fazem parte do panorama.

A exposição foi viabilizada por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e ocupa o Museu Catavento, instituição da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do estado de São Paulo, administrada pela Catavento Cultural e Educacional.

Assista abaixo um trecho da exposição captado pelo empresário Facundo Guerra, que visitou a mostra com Pina, sua filha.

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Para mais informações, visite o site da exposição.

Serviço

Exposição O Dia Seguinte

Museu Catavento

Endereço: Av. Mercúrio, s/n – Parque Dom Pedro II, São Paulo

Horário de funcionamento: De terça a domingo das 9h às 17h

Agendamento de visitas: De segunda a sexta-feira, das 9h às 17h pelos telefones 11 3246 4067 /4140/ 4167.

Preço: Gratuito

Classificação indicativa: livre

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