Vou Estudar Fora Por Blog Raquel Marçal ama viajar e aprender línguas e acha melhor ainda quando pode combinar os dois. Acredita que intercâmbio não tem idade e pretende continuar fazendo até os 80 anos

Quem estudou fora: a “viciada” em cursos

Por Julia Latorre Atualizado em 27 fev 2017, 16h11 - Publicado em 2 set 2014, 19h19

Essa semana, quem compartilhou sua experiência com o blog foi a marqueteira Daniela Loyola, 31. Tudo começou em 2007, quando ela foi passar uma temporada de trabalho em Luanda, na Angola. Para não perder a viagem, literalmente, Daniela ia a cada três meses estudar inglês na África do Sul, esse foi o seu primeiro curso no exterior. Mas, uma malária #tensa fez com que ela voltasse para o Brasil.

Foi só dar o tempo de ficar 100% que Daniela já arrumou as malas e dessa vez partiu rumo à Dublin, na Irlanda, para estudar inglês pra valer. No ano seguinte Daniela quis mudar os ares e foi experimentar o clima mediterrâneo e o curso de inglês com sotaque maltês. A ilhota de Malta foi o terceiro destino dela. O ano passou, Daniela voltou para Dublin, conheceu seu futuro marido (hoje ela está noiva), fez vários cursos e ainda de quebra rolou uma temporada na Malásia, onde ela fez mais cursos, por conta do trabalho de seu noivo.

Hoje ela vive em Malta, continua firme nas aulas de inglês e sempre fazendo cursos diferentes. Confira nosso bate papo:

Quantos cursos fora do Brasil você já fez?

Eu fiz uns oito cursos em quatro diferentes áreas de atuação, desde o aperfeiçoamento na língua inglesa, ao segmento de Alimentos e Bebidas (Hotelaria), Terapias Alternativas (Beleza e Bem Estar), até os cursos voltados à área de Telecomunicações (TI).

Rolou curso de gastronomia na Irlanda

Rolou curso de gastronomia na Irlanda

Qual curso você achou que foi o mais importante?

Obviamente vivenciar a língua inglesa está sendo até hoje o mais importante, porém, os últimos cursos que fiz na área de Online Marketing e Digital Media, são os que me renderam boas oportunidades de emprego e também crescimento pessoal.

E o mais legal?

Bom, falar do curso mais legal é muito complicado, em todos eles me diverti muito, fiz bons e queridíssimos amigos, mas, vale a pena eu ressaltar um curso que fiz nos meus 6 meses na Malásia, um curso de sabonete artesanal. Fala sério? Sair do Brasil para aprender a fazer sabonete, é piada…sim, o curso foi incrível, engraçado e claro muito produtivo.

Quais as diferenças entre Dublin, Malta e África do Sul? Prós e contras de cada lugar?

Vou resumir: Irlanda é pra quem quer ficar na Europa em longo prazo, o país tem muitas oportunidades de emprego, cursos de ponta. E com relação ao visto de estudante, brasileiros podem trabalhar por lá. Se é frio? Sim, mas é um país muito acolhedor.

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Ainda aqui na Europa, Malta é a menina dos meus olhos. Entretanto, por ser uma Ilha, tem suas limitações, ou seja, Brasileiros com visto de turista e/ou estudante não tem direito a trabalho remunerado. O que acaba limitando muito quem vem com planos de ficar por mais tempo.

Já a África do Sul, tem uma cultura muito diferente. Embora muitos Brasileiros conheçam apenas Cape Town, existem muitas outras cidades boas para se estudar inglês por lá, eu recomendo Durban!

E para fechar aí a mescla de continentes, Malásia: quem diria que Kuala Lumpur tem cursos de inglês e Universidades? Sim, não só tem como eles são feras no quesito aprendizado. Na Ásia, brasileiros têm direito apenas a visto de estudante.

Após trabalhar em Luanda você voltou para o Brasil, ficou 40 dias e foi para a Irlanda. Por quê? Ficou “viciada” em cursos no exterior?

“Hahaha…” Fiquei “viciada”, sim. Em explorar o diferente, em fazer amizades. Enfim, quis dar uma chance pra mim. Fiz minhas malas e fui, simples assim.

Quais outros cursos quer fazer?

Tirando o inglês, eu estou aprendendo agora grego. Eu sempre gostei de aprender coisas diferentes. Fiz chinês por 6 meses, mas, não foi o suficiente, tentei Italiano, mas achei chato.

Cursos sem ser de idiomas, quero fazer vários, em diversas áreas. Adoro atirar pra todos os lados, acho importantíssimo fazer algo que não seja sempre na nossa área de atuação. Numa dessas, a gente se acha e se apaixona pelo desconhecido.

Malta: esse lugar horrível que Daniela resolveu estudar e morar

Malta: esse lugar horrível que Daniela resolveu estudar e morar (foto clicada pela Daniela)

Você sente saudades do Brasil? De quê? Como você lida com a distância do país?

Eu sinto saudades do Brasil, sim. Como uma boa paulistana, eu tenho saudades do movimento, de poder fazer um trabalho voluntário, um curso na comunidade, participar de workshops. Enfim, nossos cursos no Brasil e nossa dinâmica são invejáveis. Nós temos tamanha criatividade e metodologia de ensino que muitas vezes a Europa deixa a desejar, posso te afirmar isso. Sinto saudades da culinária, nossa comida é a melhor do mundo. E claro, de amigos, parentes e da minha família.

Qual é o maior aprendizado que você tirou dos seus cursos fora do Brasil?

Todos os cursos me fizeram ver e enxergar coisas diferentes. Acredito que essa soma, não só agregou ao meu CV, como também ao meu coração. Se a gente não gostar da gente e não investir na gente, quem que vai?

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