Como conseguir uma bolsa de pós no exterior?

É perfeitamente possível estudar de graça lá fora e ainda receber uma bolsa legal. Mas a tarefa exige empenho, persistência e paciência

1. Pesquise

Procure o departamento internacional de sua faculdade, pois há convênios com universidades estrangeiras que facilitam muito o processo. Brasileiros podem ser financiados pelo governo por meio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Capes, que oferece bolsas de pós-doutorado, e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico – CNPq, para doutorado, pós-doutorado e doutorado “sanduíche” (desenvolvido parte no Brasil e parte no exterior). A Fundação Estudar e o Instituto Ling também concedem bolsas.

Outras instituições mais conhecidas quando o assunto é bolsa:
Associação Brasileira de Estudos Canadenses (Canadá);
Comissão Fullbright (EUA);
Conselho Britânico (Reino Unido);
Fundação Carolina (Espanha);
Daad (Alemanha);
Fundação Konrad Adenauer (Alemanha);
Campus France (França);
Study in Australia (Austrália);
Ministério da Educação do Japão.

2. Preste um exame de proficiência

Os estudantes precisam comprovar um nível mínimo de proficiência no idioma do país (a pontuação exigida varia conforme a universidade). As americanas costumam exigir o Toefl, enquanto europeias, canadenses, australianas e neozelandesas pedem o IELTS. Quem quiser ir para a França precisa do DALF (aceito também no Quebec). As instituições espanholas exigem o DELE e as alemãs, o TestDaf.

3. Organize-se com boa antecedência

É preciso organizar a papelada e ingressar com o pedido de bolsa cerca de um ano e meio antes, já que há muita burocracia tanto no processo de aceitação na universidade quanto no de obtenção de documentos e vistos, de inscrição e seleção da bolsa. Leia com muita atenção o manual de instruções do programa, pois um dado mal colocado ou a falta de um documento pode levar por água abaixo meses de planejamento.

4. Capriche no projeto e no currículo

Elabore um projeto objetivo e bem estruturado. Nas entrevistas, mostre motivação e faça marketing pessoal na medida certa. Tenha um bom currículo e não descuide das cartas de referência, pois quanto mais bem elaboradas, maiores as chances. Converse com seus ex-professores ou chefes que vão redigi-las, para que procurem fugir das “cartas-padrão” e ressaltem informações sobre o seu desempenho.

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