Delícia de passeio: de bike por Lisboa

Os sistemas de bicicleta compartilhada chegaram para ficar, desafiando o sobe e desce poético da capital

Passeio no calçadão de Belém, com a Ponte 25 de Abril como companhia: a brisa do Tejo não tem preço Passeio no calçadão de Belém, com a Ponte 25 de Abril como companhia: a brisa do Tejo não tem preço

Passeio no calçadão de Belém, com a Ponte 25 de Abril como companhia: a brisa do Tejo não tem preço (Bruno Barata/Reprodução)

Não, eu não enlouqueci. Tampouco virei ironwoman. Afinal, que as ladeiras de Lisboa são um sufoco até para carros valentes não é novidade para ninguém. Portanto, não estou aqui sugerindo que você se esguele para explorar a melhor cidade do mundo (#melhor prêmio ).

O fato é que as bikes compartilhadas finalmente chegaram por aqui. A mais recente novidade foi o desembarque, este mês, da oBike, uma startup de Singapura presente em vários lugares do mundo que chegou chegando: trouxe 350 bikes para Lisboa e um diferencial genial: a ausência de estações fixas. Ou seja: desde que o local seja apropriado, você pode estacionar a bike onde quiser. O aplicativo mostra onde estão as mais próximas de você e aí é só alegria, você pode ir até a porta do seu destino.

Bikes ocasionalmente estacionadas em frente ao restaurante SUD, em Belém Bikes ocasionalmente estacionadas em frente ao restaurante SUD, em Belém

Bikes ocasionalmente estacionadas em frente ao restaurante SUD, em Belém (Bruno Barata/Reprodução)

Para usar o sistema, basta descarregar o app, fazer uma inscrição e pagar uma taxa inicial de € 5.

Quando quiser usar, basta localizar a bike mais próxima e fazer uma reserva (que dura 10 minutos):

 (Bruno Barata/Reprodução)

Ao chegar na bike, é só ler o QR code e pronto, ela é desbloqueada na hora:

 (Bruno Barata/Reprodução)

Cada 30 minutos custam € 0,50.

Chegou onde queria? Basta saltar da bike, finalizar a viagem no app e travar a roda traseira. É possível acompanhar a distância percorrida, a duração e o custo.

Apesar do sobe e desce, Lisboa já tem cerca de 60 quilômetros de ciclovias. A ideia é que este número salte para 150 em breve. Há trechos da cidade especiais para percorrer sobre duas rodas: a região da Avenida da Liberdade, o Cais do Sodré, o Parque das Nações, Belém…

A oBike chega para concorrer com a Gira, sistema público administrado pela EMEL, o órgão de mobilidade de Lisboa. Se, de um lado, a grande vantagem da oBike é a liberdade de estacionamento, a da Gira é a possibilidade de escolher bicicletas elétricas – e aí não tem ladeira que segure! 

A Gira funciona com passes que podem ser diários (€ 2), mensais (€ 10) e anuais (€ 25). A utilização por períodos de até 45 minutos é gratuita nos passes diários e custa € 0,10 para bicicletas normais e € 0,20 para as elétricas nos demais passes.

Já a brisa do Tejo no rosto… ah, essa não tem centavos que paguem.

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