Achados de arte em Lisboa, pela expert Julia Flamingo

A jornalista brasileira, especialista no tema e criadora da plataforma Bigorna, entrega as suas melhores descobertas na capital

Julia e a Ponte 25 de Abril: a rota da arte contemporânea em Lisboa Julia e a Ponte 25 de Abril: a rota da arte contemporânea em Lisboa

Julia e a Ponte 25 de Abril: a rota da arte contemporânea em Lisboa (Arquivo pessoal/Reprodução)

A jornalista paulistana Julia Flamingo, moradora de Lisboa desde o ano passado, tem por hobby, paixão e profissão descobrir os melhores endereços de arte por onde passa. Sorte a nossa. Ex-crítica de exposições da VejaSP e colaboradora de revistas como Harper’s Bazaar e ArteCapital, ela é também o nome por trás da plataforma de conteúdo Bigorna, que propõe um olhar didático sobre a arte contemporânea no mundo (não perca o seu instagram, @bigorna_art). A seguir, ela divide em primeira mão – e em primeira pessoa! – o seu roteiro imperdível de espaços de arte que já garimpou na capital portuguesa:

Veja também

Appleton
Este é, para mim, o espaço independente mais legal de Lisboa. Nos últimos onze anos, a Appleton vem promovendo exposições experimentais de artistas do mundo todo, muito consistentes e bem montadas. Além disso, oferece uma programação recheada de performances, dança, música e conversas no subsolo, num projeto que chama Appleton Box.

Central Tejo
O prédio novo do MAAT já virou ícone da arte em Portugal, mas muitos esquecem de entrar na sua construção mais antiga, que fica logo ali ao lado. A Central Tejo ocupa uma antiga estação de energia, que vale por si só a visita. Tem ainda exposições temporárias de artistas contemporâneos e abriga uma mostra educativa sobre energia – um programa gostoso também para fazer em família.

Galeria Francisco Fino
Marvila funcionou como um bairro de fábricas até os anos 1980 e depois disso ficou completamente abandonado. Nos últimos anos, o bairro vem sendo ocupado por galerias, coworkings de criação e ateliês de artistas e designers que transformaram o aspecto decadente em um dos bairros mais descolados de Lisboa. A Galeria Francisco Fino é uma dessas iniciativas: ela está num antigo galpão de azeite e recebe mostras de artistas jovens.  

Livraria Stet
Alvalade é um dos bairros mais locais e deliciosos de Lisboa – a zona tem um ar de nostalgia até para quem nunca passou por ali! A livraria Stet chegou lá no último ano e é um achado entre as lojas locais, que são bem antigas. O espaço é voltado para livros feitos por artistas do mundo todo: dá vontade de ficar horas folheando as publicações.

Caminho entre o LACS e o LX Factory
Um pôster gigante do Jorge Molder está colado na empena do LACS, um antigo refeitório de marinheiros, na zona de Santos. Beirando o rio Tejo, vale fazer uma caminhada até o LX Factory, passando pelos grafites e pixos que estão espalhados pelas paredes, muros e chão das ruas. O LX Factory tem arte urbana por todos os lados, além de pequenas galerias e exposições escondidas.

Galeria Filomena Soares
Com certeza, a mais linda galeria de Lisboa, além de ser uma das mais potentes galerias do país. A Filomena Soares fica num galpão em Beato, zona que junto a Marvila forma a região dos bairros mais descolados da cidade quando o assunto é arte contemporânea. A galeria representa artistas no naipe de Rui Chafes, Helena Almeida e Rodrigo Oliveira. Não deixe de subir ao terraço: tem um pavilhão lindo do Dan Graham com vista para o porto de Lisboa.

Hangar
Num dos belíssimos miradores do bairro da Graça tem uma portinha que leva para o prédio onde fica esta residência artística. No térreo, sempre tem boas exposições e um café delicioso. Para conhecer os outros andares, basta pedir para a equipe receptiva, que te leva visitar os estúdios de artistas e, quando tiver sorte, vê-los trabalhando e conversar com alguns deles. Vale acompanhar a programação no Facebook: eles promovem encontros bem informais e agradáveis com os artistas residentes.  

Culturgest
Pegue o metro até Campo Pequeno e, na saída da estação, você não demora para encontrar o grandioso prédio do Cuturgest, um dos centros culturais que mais fervilham da cidade. As exposições são grandes e impactantes e valem uma visita sem pressa. Depois não deixe de passar na livraria, que tem ótimas publicações de arte e, se ainda sobrar tempo, esse é o lugar para assistir a peças de teatro nada convencionais.

Em tempo: uma vez por mês a Julia guia tours de arte em Lisboa e sempre divulga as datas no Instagram. Fica aqui a promessa de ir ao próximo e contar tudinho aqui!

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